Produção de petróleo cresce 13% no Rio em cenário de baixa reposição de reservas, aponta Firjan em anuário

Enviado Segunda, 22 de Junho de 2026.

A produção de petróleo no Estado do Rio cresceu 13% em 2025 em comparação com 2024, mas ao desempenho positivo se soma um cenário de baixa reposição de reservas, conforme conclui a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo os dados da 11ª Edição do Anuário do Petróleo do Rio, divulgado nesta segunda-feira (22) pela Firjan, o Rio registrou uma produção da ordem de 1,2 bilhão de barris, o que corresponde a 3,3 milhões de barris por dia. Com isso, a participação do Rio na produção nacional alcançou a marca de 88%, de acordo com o anuário.

O volume nacional bateu a marca de 1,4 bilhão de barris/dia, o equivalente a quase 3,8 bilhões de barris por dia, ou 12% acima do extraído no país no ano passado. De acordo com a Firjan, em 2025, oito poços exploratórios pioneiros foram concluídos no país, sendo sete no Rio. EM 2026, apenas um poço pioneiro foi perfurado, também no Rio.

A tendência, aponta a Firjan, é de que em 2026, o desempenho no Rio e no Brasil se repita: nos quatro primeiros meses deste ano, a produção de petróleo registrou alta de 9% no Rio e de 10% no Brasil, o que equivale a, respectivamente, 3,6 milhões de barris por dia e 3,8 milhões de barris por dia.

Os dados da Firjan apontam ainda para a contribuição da indústria do petróleo para o Estado e municípios fluminenses em 2025, com destinação de R$ 30,23 bilhões em royalties e R$ 14,72 bilhões em participações especiais. E para a criação de 94.297 postos de trabalho diretamente associados à atividade.

A federação ressaltou ainda que o Estado tem 63 plataformas nas bacias de Campos (34) e Santos (29), as duas localizadas no Rio, além de uma capacidade de refino de 269 mil barris por dia, ao serem somadas as da Reduc (Petrobras) e de Manguinhos (Refit).

A demanda por mais perfuração de poços se dá em um momento no qual a América do Sul, especialmente o Brasil, pode se aproveitar de um contexto favorável por ter baixo risco geopolítico e perspectiva de aumento da produção.

O anuário indica uma redução de 1% nas reservas totais de petróleo do país, enquanto o Rio elevou o indicador em 3%. As reservas provadas tiveram alta de 4%.

O anuário reúne análises com visões de mercado sobre as transformações geopolíticas, a capacidade de atendimento às demandas do mercado e um modelo de tradução de oportunidades de trabalho na indústria de petróleo.

Em mensagem no anuário, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que o petróleo é uma das principais atividades industriais do Estado, que reuniu uma cadeia produtiva e tem no recurso natural uma alavanca de desenvolvimento e que deve durar muitos anos.

"O Rio de Janeiro é petróleo, veste petróleo, se movimenta com petróleo, se alimenta, vive e constrói com petróleo. O petróleo é a potência do Rio e o Rio é seu maior produtor. Não há o que negar ou o que esconder. Ainda seremos muito mais de petróleo do que de qualquer outra atividade", disse Caetano.

Fonte: Valor Econômico