Petróleo deve gerar mais de 1,4 mil empregos no Estado do Rio até o fim de 2027, aponta Firjan
Enviado Segunda, 22 de Junho de 2026.Setor pode superar a marca de 96 mil trabalhadores no estado já em 2026, impulsionado por investimentos e preços mais favoráveis da commodity
O setor de petróleo e gás deve continuar criando empregos no Estado do Rio de Janeiro nos próximos anos. Segundo o Anuário do Petróleo no Rio 2026, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a expectativa é que o número de trabalhadores diretos e indiretos da atividade cresça 2,5% em 2026 em relação a 2025, ultrapassando a marca de 96 mil profissionais.
Para 2027, a projeção segue positiva, embora menor que neste ano. O estudo estima um crescimento superior a 1,5% na comparação com 2025, mantendo o total de trabalhadores acima de 96 mil. Na prática, isso representa a criação de mais de 1.400 vagas no período.
"Essa demanda tem sido fortalecida dada a restrição de oferta mundial, maior necessidade de produção de energia para atender outras atividades da economia e pela viabilidade de novos projetos de investimento a partir de um cenário mais favorável de Brent", diz o relatório, que explica que mais investimentos resultam na entrada de novos ativos em operação, elevando a produção e a necessidade de mão de obra.
Outro fator apontado como importante para a criação de vagas é o crescimento dos investimentos em pesquisa e inovação, exigidos por contratos do setor. Além de estimular novos projetos, esses recursos aumentam a procura por profissionais qualificados para atuar em atividades técnicas e de desenvolvimento tecnológico.
Para os autores do anuário, o cenário indica perspectivas positivas para o mercado de trabalho no curto prazo, especialmente se forem mantidos os investimentos e as condições favoráveis para novos projetos na indústria de petróleo e gás.
Nesse cenário de expansão dos investimentos e da demanda por profissionais qualificados, um dos projetos que deve impulsionar a atividade no estado é o Complexo de Energias Boaventura, da Petrobras, em Itaboraí. Previsto no Plano Estratégico 2026-2030 da companhia, o empreendimento receberá US$ 3,2 bilhões e reúne projetos voltados à produção de combustíveis, gás natural e iniciativas ligadas à transição energética.
Além de ampliar a infraestrutura energética do estado, o complexo já movimenta o mercado de trabalho da região. Segundo a Petrobras, a retomada das obras deve gerar mais de 10 mil empregos diretos no pico da construção, aumentando a demanda por profissionais de áreas como soldagem, caldeiraria, instrumentação e elétrica. O projeto também tem impulsionado programas de capacitação voltados à formação de mão de obra local.
O Boaventura é apontado pela companhia como uma das principais apostas para o futuro do setor no Rio de Janeiro. Além da ampliação da oferta de gás natural e combustíveis, o complexo concentra estudos para produção de diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF), além de projetos de energia solar e captura de carbono.
Para a Petrobras, a iniciativa pode fortalecer a atração de investimentos, a arrecadação e a qualificação profissional, consolidando o estado como um polo estratégico para a indústria de energia.
Fonte: O Globo
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