Impacto econômico esperado do Rock in Rio é de R$ 3,36 bilhões

Enviado Quinta, 21 de Maio de 2026.

Levantamento foi produzido pela FGV para a Rock World

Mais de 40 anos depois da primeira edição, o Rock in Rio continua ampliando a contribuição para a economia do país e da cidade. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) para o festival aponta que a estimativa de impacto econômico da edição de 2026 é de R$ 3,36 bilhões, o que, se confirmado, representará crescimento de 26,7% em relação a 2017, quando o número foi de R$ 2,65 bilhões. O levantamento considera os efeitos do evento sobre diferentes setores, como turismo, hospedagem, transporte, alimentação e serviços.

O festival está programado para ocorrer entre 4 e 13 de setembro no Parque Olímpico, na zona sudoeste da capital fluminense.

Mas, pelo comportamento da série histórica, esse efeito sobre a economia pode ser ainda maior. Em 2017, o impacto esperado era de R$ 1,71 bilhão, abaixo dos R$ 2,65 bilhões efetivamente realizados. Em todas as edições seguintes - em 2019, 2022 e 2024 - o resultado final também superou as projeções iniciais.

A expectativa é que 700 mil pessoas compareçam ao longo dos sete dias de shows. Para viabilizar a operação, 33,9 mil profissionais credenciados estarão envolvidos na realização do festival, sendo 22,8 mil empregos diretos e 11,1 mil indiretos.

Segundo a FGV, a estimativa de R$ 3,36 bilhões considera os gastos do público, da organização do festival e de patrocinadores e veículos de mídia. O estudo também prevê que o evento poderá contribuir com R$ 1,5 bilhão para o Produto Interno Bruto (PIB) e gerar R$ 305,6 milhões em tributos.

Na avaliação de Ique Lavatori, consultor de projetos da FGV, o evento já pode ser considerado um ativo estrutural para a economia do Rio: “A recorrência, o calendário previsível, a base consolidada de fornecedores especializados e a capacidade de atrair patrocinadores e turistas nacionais e internacionais conferem ao festival características estruturais”, afirma.

Luís Justo, CEO da Rock World, disse que o crescimento do impacto econômico do festival decorre da ampliação dos investimentos na experiência do público, do aumento do interesse das marcas pelo setor de música e entretenimento e de iniciativas voltadas ao estímulo do turismo: “O ‘headliner’ [atração] do Rock in Rio é o Rio de Janeiro”, disse. Ações como a plataforma Viva o Rio com o Rock in Rio, que oferece benefícios em atrações turísticas, restaurantes e hospedagem para quem possui ingressos, ajudam a prolongar a permanência dos visitantes e a ampliar gastos na cidade, afirmou.

Na venda do Rock in Rio Card para a edição de 2026, 55% dos compradores eram de fora do Estado do Rio. Em 2024, dados do Itaú Unibanco, patrocinador master do evento, indicaram que o festival contribuiu para uma alta de 24% no faturamento do comércio da cidade e de 40% no volume de compras realizadas. O evento tem 65 marcas parceiras, 7 delas estreantes, e mantém a plataforma Rock U, voltada à capacitação gratuita de profissionais para a indústria de eventos ao vivo.

Fonte: Valor Econômico