Ministro da Fazenda diz que ajudará Rio a mediar negociação de dívidas com bancos
Enviado Quinta, 20 de Agosto de 2026.O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que vai tentar buscar uma solução junto aos bancos federais para ajudar o governo do Rio a renegociar a dívida do estado junto a bancos públicos. Ele citou que falará com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros e com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, para tratar o assunto.
— São dívidas bancárias que ele (estado) tem com BNDES e com o Banco do Brasil. Então, é uma ajuda para dialogar e entender qual o espaço dos bancos, que são bancos federais, têm para fazer essa negociação. Vou ajudar a mediar para entender se é possível. Se for possível, a gente faz — disse o ministro, após participar de um evento da Associação Nacional dos Jornais (ANJ).
O governador em exercício do Rio, desembargador Ricado Couto, se reuniu com o ministro nessa terça-feira e pediu ajuda para solucionar a dívida financeira do governo estadual com os bancos. Couto pretende renegociar um débito de R$ 26 bilhões com juros menores. Após o encontro, Couto disse que também pretendia procurar os bancos para tratar do assunto.
— Temos, em termos de déficit bancário com instâncias financeiras, cerca de R$ 26 bilhões. Por esse motivo, nós estávamos reunidos. Por quê? Porque desejamos fazer um reescalonamento desse débito com juros menores e a União tem olhado de forma muito positiva a essa conduta do estado do Rio de Janeiro — disse o governador, na terça-feira.
Durante a reunião com o ministro, o governador tratou também da estruturação total da dívida do estado além do âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), aprovado pelo Congressoo em 2025. A legislação permite aos estados refinanciar suas dívidas com a União em até 360 meses (30 anos), com taxas de juros reais reduzidas.
O governo do Rio aderiu ao Propag em junho deste ano, em uma cerimônia, que contou com a presença do presidente Lula. Com isso, o estado deixou o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), onde estava enquadrado desde 2022. A adesão ao programa permitiu reduzir a dívida com a União de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões.
Souto afirmou que a meta é a meta não é só pagar as dívidas do Estado, apresentar superávit.
Fonte: O Globo
Aumentar textos
Reduzir textos
Contraste