Ricardo Couto publica decreto que regulamenta a governança e o monitoramento do Propag através da criação de comissão especial

Enviado Sexta, 31 de Julho de 2026.

Ricardo Couto, governador em exercício do Rio, regulamentou, por meio da publicação de um decreto, a execução das contrapartidas e o monitoramento interno das obrigações do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A medida visa gerenciar planos de investimento e assegurar cumprimento do programa de renegociação de dívidas do estado.

Para centralizar e fiscalizar a aplicação dos recursos e o cumprimento das regras fiscais, o decreto estabelece a criação da Comissão de Monitoramento do Propag (Compropag), órgão deliberativo composto por representantes titulares da Secretaria de Estado de Fazenda — que vai exercer a presidência —; da Casa Civil e da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

A comissão terá a atribuição de aprovar os planos de investimentos, acompanhar a limitação de despesas primárias e emitir relatórios mensais de acompanhamento ao governador do estado. O descumprimento das regras estipuladas pela legislação federal pode acarretar a revisão dos encargos incidentes sobre a dívida e impactar o equilíbrio fiscal do estado.

Além do órgão deliberativo, o decreto também cria a Câmara Técnica de Execução dos Investimentos, instância consultiva coordenada pela Seplag para prestar assessoramento técnico. O grupo reunirá secretarias e órgãos finalísticos — como Educação; Ciência e Tecnologia; Segurança Pública; Transportes e Ambiente —, além de permitir a cooperação de entidades do Sistema S e da rede privada de ensino.

Pelo novo fluxo estabelecido, qualquer plano de investimento a ser submetido à União precisará passar pela validação do órgão setorial, parecer orçamentário da Seplag, análise de impacto fiscal da Sefaz e deliberação final da Compropag.

O decreto também atualiza a legislação estadual sobre a gestão de dívidas e acordos fiscais, promovendo a revogação de sete decretos e cinco resoluções conjuntas anteriores. As novas normas já estão em vigor.

Fonte: Tempo Real