Depois de assinar a adesão ao Propag: a nova missão do governo do estado é renegociar dívida de R$ 26 bi com bancos
Enviado Quinta, 25 de Junho de 2026.Mal deu para respirar. O Rio de Janeiro ainda está comemorando o sucesso da renegociação de R$ 210 bilhões em dívidas com a União — graças à adesão ao Propag — e já tem outra dor de cabeça: os boletos dos bancos. O governo do estado tem empréstimos que somam R$ 26 bilhões com instituições financeiras, o que levará ao desembolso de R$ 2,3 bilhões no segundo semestre deste ano e R$ 4,4 bilhões em 2027 — só com o serviço da dívida.
“Nossa próxima missão, e isso não estava no radar, são as dívidas com bancos e organismos multilaterais. E essas dívidas são muito caras, e estão com vencimento muito curto”, contou o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, em exposição na Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa (Alerj).
A ideia é exatamente igual à de todos os endividados brasileiros — conseguir reduzir o valor da prestação e alongar o prazo de pagamento.
“Nós já iniciamos negociações com os bancos do Brasil e todos os bancos multilaterais, como o BID e o Banco Mundial. E temos tido uma resposta muito boa. O Banco Mundial, inclusive, já topou nos ajudar, por exemplo. Então, é outra frente de trabalho”, explicou Mercês.
Adesão ao Propag substitui o regime de recuperação fiscal
O presidente Lula e o governador em exercício Ricardo Couto assinaram, na última segunda-feira (22), no Palácio Guanabara, a oficialização do pacto de renegociação da dívida do estado com a União — que supera os R$ 210 bilhões.
Com a adesão ao Propag, o Rio passará a ter uma redução no valor da prestação mensal. Atualmente, são pagos aproximadamente R$ 490 milhões mensais, em razão de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a adesão ao Propag, esse valor cairá para cerca de R$ 113 milhões por mês, com crescimento gradual ao longo de cinco anos.
Fonte: Tempo Real - Berenice Seara
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