Comissão da Alerj de servidores debate recomposição salarial
Enviado Sexta, 15 de Maio de 2026.O presidente da Comissão de Servidores Públicos, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Flávio Serafini (Psol), anunciou, nesta quinta-feira (14/05), que o governador em exercício, Ricardo Couto, orientou a Procuradoria-Geral do Estado a retirar uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a aplicação do piso nacional do magistério em relação aos planos de carreira da categoria. A declaração foi feita durante uma audiência pública da comissão sobre a recomposição salarial dos servidores estaduais.
O encontro reuniu parlamentares, representantes do Governo do Estado e lideranças sindicais. Durante a reunião, também foi apresentado um abaixo-assinado com cerca de 22 mil assinaturas em defesa da valorização dos servidores estaduais.
Serafini destacou as perdas acumuladas dos servidores do Executivo e defendeu a criação de uma mesa de negociação envolvendo secretarias do governo e representantes sindicais. “Os servidores do Estado do Rio de Janeiro acumulam muitas perdas salariais. É fundamental uma mesa de negociação para discutir o que é possível garantir, financeiramente e legalmente, neste período eleitoral e de fim de mandato”, afirmou o parlamentar.
O secretário estadual de Planejamento e Gestão, Rafael Abreu, afirmou que o Estado tem realizado estudos técnicos sobre a recomposição salarial dos servidores. “É importante destacar que temos realizado diversos estudos e cálculos de viabilidade técnica, conduzidos pelo corpo técnico do Estado, para que qualquer medida que venha a ser anunciada possa ser implementada com segurança, responsabilidade e prudência”, declarou.
O vice-presidente da comissão, deputado Luiz Paulo (PSD), avaliou que o cenário fiscal atual permite avanços nas negociações. “A realização orçamentária deste ano está muito positiva. O governador determinou a redução das despesas de investimento no período eleitoral e também está cortando cargos comissionados”, disse.
Representando o Sindicato dos Delegados de Polícia do Rio de Janeiro (Sindelpol-RJ), Leonardo Affonso afirmou que os servidores do Executivo ainda aguardam o cumprimento da Lei 9.436, que prevê a recomposição salarial atrasada. “Servidores da segurança, saúde e educação ainda precisam que essa recomposição seja efetivamente paga”, declarou.
A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ), Helenita Bezerra, cobrou o pagamento das parcelas em atraso e denunciou a situação de servidores que recebem abaixo do salário mínimo. “Temos servidores recebendo abaixo do salário mínimo, o que é inconstitucional. Também reivindicamos a atualização do vale-transporte, do vale-refeição e a aplicação do piso nacional do magistério”, afirmou.
Além de Serafini e Luiz Paulo, participaram da mesa as deputadas Elika Takimoto (PT) e Martha Rocha (PDT); o subsecretário de Gestão de Pessoas da Casa Civil, Alexandre Meyohas; o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Rafael Abreu; o representante do Fórum Permanente de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Fosperj), Roberto Teixeira; e representantes de entidades sindicais e da área da educação.
Entre os convidados da audiência, também estiveram representantes da Secretaria de Estado de Fazenda e da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf).
Fonte: Alerj
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