Alerj: Bacellar protocola nova licença e segue afastado do mandato
Enviado Quarta, 25 de Fevereiro de 2026.O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), protocolou novo pedido de licença para tratar de interesses particulares, conforme publicação no Diário Oficial desta quarta-feira. A decisão ocorre um dia após a Casa retomar os trabalhos depois do recesso de carnaval, sob expectativa quanto aos próximos passos do parlamentar.
A segunda licença consecutiva de Bacellar havia terminado no dia 11 de fevereiro. Desde dezembro, ele vinha emendando afastamentos e já somava 19 dias de ausência oficial. Com o novo pedido, o deputado mantém a estratégia de utilizar o dispositivo de licença sem remuneração para evitar que suas ausências sejam computadas como faltas e para afastar o risco imediato de convocação do suplente.
O Regimento Interno da Alerj estabelece que o suplente deve ser chamado caso o titular se afaste por período superior a 30 dias para tratar de interesses particulares. Também prevê a convocação automática se a licença sem salário ultrapassar um mês. Além disso, faltas não justificadas por mais de 60 dias consecutivos também podem levar à substituição.
Interlocutores da Casa vinham avaliando que Bacellar se encontrava em um “corredor estreito” regimental, já que o encerramento da segunda licença o colocava diante da necessidade de formalizar novo afastamento ou retornar às atividades para zerar a contagem de dias consecutivos. A publicação desta quarta-feira confirma a primeira alternativa.
Nos bastidores, deputados relatam que, mesmo afastado fisicamente, Bacellar continua acompanhando as articulações políticas na Alerj, especialmente discussões relacionadas ao mandato-tampão no Executivo estadual e às regras para eventual eleição indireta para o governo do estado. Aliados afirmam que o parlamentar mantém postura discreta enquanto observa o posicionamento da base.
Caso opte por renunciar à presidência — e não ao mandato —, o regimento determina que, em situação de vacância no comando da Mesa Diretora, seja realizada nova eleição interna em até cinco sessões ordinárias.
Além do limite imediato relacionado à convocação de suplente, o parlamentar também precisa observar o teto de 120 dias de afastamento por sessão legislativa para tratar de interesses particulares. A ultrapassagem desse período pode resultar na perda definitiva do mandato. Como a contagem é cumulativa, cada novo pedido de licença consome parte desse prazo anual.
Enquanto isso, a Alerj segue sob comando interino do deputado Guilherme Delaroli (PL), 1º vice-presidente da Casa, que permanece no exercício da presidência até nova deliberação.
Fonte: O Globo
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