Peso no bolso: preço de cesta básica fica mais caro em 17 das 27 capitais analisadas pelo Dieese em dezembro

Enviado Sexta, 09 de Janeiro de 2026.

São Paulo (R$ 845,95), Florianópolis (R$ 801,29) e Rio de Janeiro (R$ 792,06) apresentaram os maiores valores da cesta

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) identificou aumento de preço da cesta básica ficou mais caro em 17 capitais analisadas na pesquisa de dezembro de 2025 na comparação com o mês anterior. O encarecimento dos alimentos afetou principalmente Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). No Rio, a variação foi de 1,03%.

Em relação ao custo, o levantamento mostra que São Paulo foi a capital com a cesta básica mais cara, com valor de R$ 845,95. Na sequência, aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Outras nove capitais tiverem redução nos valores. As maiores quedas foram registradas na região norte: em Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Comportamento dos preços

Carne bovina

O valor subiu em 25 das 27 capitais analisadas. As maiores altas aconteceram em Maceió (4,50%), Belo Horizonte (3,49%) e Manaus (3,06%). As únicas quedas foram registradas em Boa Vista (-0,59%) e Curitiba (-0,06%). De acordo com o Dieese, a oferta restrita e o aumento da demanda interna e externa explicam o encarecimento da carne.

Leite integral

O preço ficou mais barato em 22 capitais. As quedas variaram entre -5,61%, em Curitiba, e -0,69%, em Recife. Já em Boa Vista e Macapá tiveram aumentos de 3,28% e 0,26%, respectivamente. Um fato curioso é que o valor do leite se mante em Palmas, Aracaju e Maceio.

Arroz agulhinha

Em 23 cidades, o preço ficou mais barato, principalmente em Maceió (-6,65%) e Vitória (-6,63%). As altas aconteceram em Recife (2,36%) e Manaus (1,04%).

Café

Diminui o preço do item em 20 capitais. Os consumidores de Palmas puderam comprar o pó do café por um valor 3,35% mais baixo. Nas demais sete capitais teve alta, principalmente em Manaus, de 3,97%. Com a redução das exportações devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos, o valor do item diminuiu.

Óleo de soja

Houve redução em 17 capitais. Belo horizonte (-6,68%) e São Luís (-5,90%) apresentaram as principais baixas. Em oito cidades, foi observada alta, sendo que a maior variação ocorreu em Belém (3,54%).

Salário mínimo

Com base no preço da cesta mais cara, que em dezembro foi a de São Paulo (R$ 801,29), o levantamento apontou que o o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.106,83, que corresponde a 4,68 vezes o valor do piso nacional de R$ 1518 até o ano passado.

Para adquirir os produtos da cesta básicas, o brasileiro precisou trabalhar em dezembro 98 horas e 41 minutos nas 27 capitais analisadas pelo Dieese. O resultado foi um pouco maior do que mês anterior, quando o levantamento apontou 98 horas e 31 minutos.

Quando se compara o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, a análise aponta que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, nas 27 capitais, 48,49% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos. Em novembro, esse percentual foi de 48,41% da renda líquida.

Fonte: Extra