Witzel pede ao STF para reassumir o cargo de governador do RJ

Enviado por Maria em Sexta, 14 de Janeiro de 2022.

Quase um ano depois do impeachment, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reassumir o cargo.

Mesmo fora do cargo há dez meses, como mostrou o RJ2 nesta quinta-feira (13) Wilson Witzel continua destacando nas redes sociais que é o governador do Rio de Janeiro eleito em 2019.

Agora, ele entrou na Justiça para recuperar o cargo que perdeu. No fim do ano, Witzel protocolou uma petição no STF alegando que havia fatos novos suficientes para entrar com um recurso chamado de agravo regimental.

O ex-governador do estado alega que houve ilegalidade na obtenção das provas que embasaram a abertura do processo de impeachment, decorrente da reconhecida suspeição e incompetência do juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. E a aprovação das contas pela Alerj referente ao ano de 2020.

Segundo o despacho do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Witzel requer ainda o imediato retorno ao exercício pleno das funções inerentes ao mandato, até que ocorra o trânsito em julgado.

A Procuradoria-geral da República se manifestou de forma contrária ao pedido de Witzel alegando que esse tipo de recurso não se justifica nesse caso. Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes dar a decisão.

Witzel foi afastado do cargo em agosto de 2020, por determinação da Justiça. Desde então, o Rio está sob o comando do vice-governador eleito, Cláudio Castro (PL).

Em abril, Wilson Witzel sofreu impeachment após o Tribunal Especial Misto, composto por desembargadores e deputados estaduais, ter entendido que o então governador cometeu crime de responsabilidade ao permitir a construção de hospitais de campanha pela a organização social Iabas, em um processo cheio de irregularidades.

Além disso, foi considerada a acusação de que Witzel autorizou a requalificação da organização social Unir Saúde, contrariando pareceres técnicos. Investigações do Ministério Público Federal apontam que a organização social pertenceria ao empresário Mário Peixoto, mas ele nega.

Pela decisão do tribunal, Witzel não pode assumir cargos públicos por 5 anos. Nós perguntamos se Ele gostaria de gravar entrevista. Por mensagem, o ex-governador informou que não responde a nenhuma ação penal e nem de improbidade e que todas as contas da gestão dele foram aprovadas pelo plenário da Alerj, em 2019 e 2020.

 

Fonte: G1