Rioprevidência terá novas regras de transparência e controle
Enviado Sexta, 22 de Maio de 2026.Governador em exercício sancionou lei com mudanças, mas vetou trecho que determinava exclusividade das aplicações em instituições públicas federais
Alvo de investigações por investimentos suspeitos no Banco Master, o Fundo Previdenciário do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, terá novas regras de transparência e controle de investimentos. O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, sancionou nesta quinta-feira (21) uma lei com as mudanças.
O Rioprevidência é responsável pelo pagamento das pensões e aposentadorias dos servidores estaduais. No início do ano, o órgão foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura indícios de irregularidades em investimentos de R$ 1 bilhão feitos em títulos do Master, no período de novembro de 2023 a julho de 2024, durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL). A autarquia passou por uma série de mudanças e, desde abril, é presidida por Felipe Derbli de Carvalho Baptista.
A lei, de autoria dos deputados Luiz Paulo (PSD) e Guilherme Delaroli (PL), determina que o Rioprevidência deverá publicar em seu site, a cada seis meses, relatórios detalhados sobre a as movimentações financeiras feitas pelo fundo.
O documento deverá conter o plano anual de investimentos, o nome de CNPJ das instituições receptoras, os valores aplicados com as correspondentes taxas de juros e um demonstrativo das taxas de administração. O órgão também será obrigado a divulgar periodicamente o extrato completo de todas as aplicações financeiras, com detalhamento de ativos, instituições, rentabilidade, taxas e riscos.
A nova lei também prevê que qualquer operação financeira que ultrapasse os limites ou critérios definidos em regulamento passarão a exigir parecer técnico formal da área competente, aprovação do Conselho de Administração e posterior divulgação no site da autarquia.
Apesar da aprovação, Couto vetou alguns trechos da lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Entre eles, o que determinava exclusividade das aplicações do Rioprevidência em instituições públicas federais. O governador argumentou que o trecho prejudica a diversificação, a eficiência e a concorrência entre prestadores de serviço.
O governo destacou que o plano anual de investimentos de 2026 do Rioprevidência já disciplina o processo formal de credenciamento de instituições. Segundo o Executivo, a proteção dos recursos previdenciários deve ser garantida por meio de governança, controles internos e transparência, e não por restrição baseada na natureza jurídica da instituição financeira.
Fonte: Valor Econômico
Aumentar textos
Reduzir textos
Contraste