Castro se diz inconformado com condenação pelo TSE e afirma que vai recorrer de decisão

Enviado Quarta, 25 de Março de 2026.

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) disse estar inconformado com sua condenação por abuso de poder político e econômico pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou que vai recorrer da decisão. A Corte eleitoral condenou o ex-chefe do Executivo fluminense na noite desta terça-feira (24) por contratações irregulares de cabos eleitorais em instituições de ensino do Estado durante a eleição de 2022. Com isso, ele está inelegível por oito anos, a contar de 2022.

Em nota publicada nas redes sociais, o ex-governador afirmou que sempre governou o Rio “dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”. Ele continuou:

“Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no primeiro turno das eleições de 2022.”

No pleito, Castro foi reeleito no primeiro turno, com 60% dos votos válidos. De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral, o então governador contratou naquele ano irregularmente 27,5 mil funcionários temporários no Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) para que atuassem como cabos eleitorais nas eleições de 2022. Outras 18 mil contratações irregulares teriam sido feitas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), também com fins eleitorais.

“Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro”, disse o ex-governador, na publicação após o julgamento.

“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, completou.

Com receio de ser cassado e na tentativa de esvaziar o julgamento, Castro renunciou ao governo na véspera da sessão, nesta segunda-feira (23). No discurso de renúncia, o ex-governador não citou o processo e justificou sua saída antecipada ao fato de que ele tentaria concorrer ao Senado nas eleições de outubro.

Fonte: Valor Econômico