Comitê Gestor do IBS elege presidente e diretoria
Enviado Quarta, 11 de Março de 2026.O Colegiado do Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) aprovou como presidente seu atual interino, Flávio César de Oliveira, que agora ficará no comando até 2027. A eleição e a posse foram realizadas hoje, de acordo com o Comitê.
Oliveira é presidente do Comsefaz, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal, e secretário de Fazenda do Mato Grosso do Sul.
Também foram eleitos hoje o primeiro vice-presidente, Luís Felipe Vidal Arellano, conselheiro indicado pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e secretário municipal de Fazenda de São Paulo (SP). O segundo vice-presidente será Luiz Cláudio Fernandes, secretário de Fazenda de Minas Gerais.
A diretoria-executiva será ocupada por um técnico indicado pelos conselheiros representantes dos municípios menos populosos, indicação a ser feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). As definições das coordenadorias devem ocorrer após a publicação do regimento
O Comitê Gestor é essencial para a implementação da reforma tributária e a transição para o novo regime, iniciada neste ano. Vai administrar o IBS, imposto que será dividido entre Estados e municípios, substituindo hoje o ICMS e o ISS. A expectativa é que o IBS deverá movimentar perto de R$ 1 trilhão ao ano. O IBS só começará a ser cobrado em 2029, mas sua estrutura, integrada à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), precisa estar operacional neste ano.
Entre os atos que já foram aprovados em reunião prévia estão a formalização jurídica do Comitê, com abertura de conta bancária e CNPJ; a assinatura do contrato para aquisição do Sistema de Gestão Financeira (Sisgef); e a autorização para operação de crédito no valor de R$ 150 milhões com a União, entre outras medidas essenciais para iniciar a estruturação inicial da entidade.
Também foi aprovada a criação de seis comissões técnicas provisórias, que terão papel central na fase de estruturação institucional do órgão e o funcionamento pleno do novo modelo de tributação do consumo.
Fonte: Valor Econômico
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