Estado paralisado: políticos temem o trancamento do caixa do governo em ano eleitoral e trabalham para que Bacellar renuncie
Enviado Segunda, 02 de Fevereiro de 2026.Uma caravana de políticos do Rio está em marcha, em direção ao presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União). A turma quer convencer o homem a renunciar ao cargo para que novas eleições sejam realizadas na Alerj, e o presidente eleito possa assumir o governo do estado quando o governador Cláudio Castro (PL) deixar o posto para concorrer ao Senado.
Pelo que está em vigor, o presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), não pode herdar a caneta de Castro porque não foi eleito. Como o Rio também não tem vice-governador, já que Thiago Pampolha deixou o cargo para virar conselheiro do Tribunal de Contas, o bastão passou para a terceira opção: o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.
O problema é que o desembargador não está com a menor disposição de assinar qualquer despesa extra, num estado que já entra 2026 com a perspectiva de um déficit de R$ 19 bilhões nas contas. Se tiver que adotar alguma medida, será só para viabilizar o mais urgente e indispensável.
Com as torneiras do governo fechadas, Bacellar passa a ser a única solução para os políticos
De acordo com a lei, o presidente do TJ fica no cargo até a Assembleia promover, no prazo de 30 dias, uma eleição indireta para escolher o governador-tampão, que vai comandar o estado até dezembro.
Mas já há a perspectiva de a eleição ser questionada na Justiça (petistas, inclusive, informaram que farão isso). Então, a paralisia da administração (pelo menos naquilo que não for considerado essencial pelo desembargador) pode se estender por muitos meses.
Imagine um governo com a torneira totalmente fechada em ano eleitoral?
Só de pensar na cena, políticos dos vários partidos que compõem a base já pensam em correr para convencer Bacellar a sair do caminho do cofre.
Fonte: Tempo Real - Coluna Berenice Seara
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