Rioprevidência tem contas rejeitadas
Enviado Quinta, 08 de Outubro de 2026.Conselho Fiscal rejeita contas do Rioprevidência pela 1ª vez e aponta problemas em aportes no Master
Parecer aprovado por unanimidade diz que balanço de 2025 não refletiu perdas esperadas após liquidação do banco. Conselho também aponta divergências em resultados e diz que exposição ao conglomerado chegou a R$ 2,6 bilhões, 25% de todo o fundo de previdência.
O Conselho Fiscal do Rioprevidência rejeitou, por unanimidade, as contas de 2025 do fundo. É a primeira rejeição de contas registrada na história da instituição.
O principal motivo foi a contabilização inadequada de recursos aplicados no Banco Master. A instituição sofreu liquidação extrajudicial em 18 de novembro de 2025.
O conselho também apontou falta de conciliação para diferenças de valores entre a contabilidade e a área de investimentos. Os relatórios apresentaram dados divergentes.
A administração manteve e ampliou aplicações no banco mesmo após alertas de órgãos fiscalizadores. Em julho, a exposição ao grupo Master somava R$ 2,618 bilhões.
O Conselho Fiscal do Rioprevidência (Confis) rejeitou por unanimidade as contas do fundo relativas a 2025 após concluir que o balanço não refletiu adequadamente a deterioração dos investimentos ligados ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente em novembro daquele ano.
Segundo o próprio Confis, é a primeira vez de que se tem registro que as contas anuais do Rioprevidência são rejeitadas pelo Conselho Fiscal.
Um dos pontos levantados pelo Conselho é que o Rioprevidência contabilizou ao longo de 2025 rendimentos obtidos com aplicações no Master. No Plano Previdenciário, por exemplo, foram registrados R$ 826,17 milhões em receitas financeiras — valor que, segundo a área técnica, incluía rendimentos das letras financeiras do banco.
Para o Confis, registrar esses ganhos não era um problema enquanto os investimentos estavam em situação normal. A crítica é ao que aconteceu depois: com a liquidação do Master e a piora drástica da perspectiva de recuperação do dinheiro, o fundo deveria ter calculado e refletido no balanço as perdas esperadas com esses ativos.
Segundo o parecer, isso não foi feito de forma suficiente. O resultado, na avaliação do Conselho, é que as contas podem ter apresentado uma situação patrimonial melhor do que aquela que efetivamente poderia ser realizada.
A exposição do Rioprevidência ao conglomerado havia chegado a aproximadamente R$ 2,618 bilhões em 31 de julho de 2025 — mais de 25% dos recursos aplicados pelo fundo no recorte analisado pelo Conselho. Parte desses investimentos foi feita mesmo depois de alertas sobre os riscos das operações.
Além da contabilização dos ativos ligados ao Master, o Conselho apontou diferenças sem explicação suficiente entre os resultados apresentados pela contabilidade e pela área de investimentos.
Fonte: G1
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