Crise fiscal é tema em sabatinas do Rio e Minas

Enviado Sexta, 18 de Setembro de 2026.

Candidatos buscaram se desvincular de aliados antigos

A crise fiscal que atinge o Rio de Janeiro e Minas Gerais foi tratada nas entrevistas desta quarta-feira (16) por Eduardo Paes (PSD) e Patrus Ananias (PT), respectivamente, na série de sabatinas que a TV Globo vem fazendo com candidatos aos governos estaduais. Na entrevista, o ex-prefeito da capital fluminense buscou ainda se desvincular de ex-aliados que já foram presos e focou em propostas sobre segurança pública, principal tema da campanha no Rio. Já Patrus disse que não responde por erros de governos petistas do passado e defendeu ampliar a rede de saúde pública de Minas.

O ex-prefeito reconheceu a gravidade da crise fiscal do Estado, cuja dívida ultrapassa os R$ 200 bilhões. Paes invocou sua experiência como prefeito do Rio, onde, segundo ele, herdou uma prefeitura “quebrada” e reequilibrou as contas. “A gente sabe fazer gestão. Entreguei a prefeitura com triplo A nas agências de risco”, disse Paes em referência à classificação AAA dada ao município pela Fitch Ratings em agosto deste ano.

Paes dedicou ainda grande parte da entrevista para falar sobre seus projetos para a área de segurança pública. Ele voltou a afirmar que irá começar a retomada de controle de territórios dominados por facções criminosas pelo Complexo do Salgueiro, São Gonçalo. A área fica no município que é o berço e reduto eleitoral do rival Douglas Ruas. O pai do candidato do PL, Capitão Nelson (PL), é o atual prefeito da cidade. Ele garantiu que a escolha do local não tem motivação política, mas atenderia a critérios técnicos.

Já o deputado federal e candidato ao governo de Minas, Patrus Ananias (PT), afirmou que, se for eleito, vai renegociar as condições do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Ele propõe alongar por pelo menos mais dez anos o prazo de pagamento da dívida de Minas Gerais com a União, hoje da ordem de R$ 200 bilhões, incluindo precatórios, chegando a 40 anos no total.

Como parte dos esforços para melhorar as contas do Estado, ele pretende elevar a tributação sobre alguns setores, como o de mineração e encerrar a isenção fiscal concedida a grandes grupos, que em 2025 chegou a R$ 25 bilhões.

Fonte: Valor Econômico