Plataforma dá transparência a contratos no RJ

Enviado Quinta, 03 de Setembro de 2026.

Ferramenta já está no ar e reúne informações sobre compras e contratações, consumo de combustível da frota oficial, veículos públicos, passagens aéreas e fornecedores do governo

O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou nesta quarta-feira (2) a criação de uma plataforma que dará transparência e facilitará o acesso a informações sobre compras e contratos do governo do Estado. O programa “Gestão em números”, elaborado pela Secretaria de Planejamento e Gestão, permitirá a consulta pela população, em formato aberto e por meio de painéis analíticos interativos, de informações que até então eram de acesso limitado.

“O Estado não pode ter nada a esconder da população”, afirmou Couto no anúncio feito no Palácio Guanabara, na manhã desta quarta-feira.

A plataforma, que já está no ar, reúne informações sobre compras e contratações, consumo de combustível da frota oficial do Estado, veículos públicos, passagens aéreas e fornecedores do governo. De acordo com o governador, além do agrupamento de informações que estavam espalhadas ou necessitavam de pedidos de acesso aos órgãos, haverá um detalhamento inédito desses dados.

“O Estado também inova quando coloca não apenas as pessoas que contratam, mas quando permite o conhecimento das pessoas que integram o grupo social daquela empresa. Nós vamos poder checar quais são as empresas que mais contratam, se há qualquer tipo de coincidência, quais são os sócios daquela empresa, se esses sócios guardam relação ou não com pessoas que estão na secretaria realizando a contratação”, explicou o governador durante o evento de lançamento da plataforma.

Ricardo Couto vem promovendo mudanças na gestão do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro, desde que assumiu o cargo, em março. Em um pente-fino feito em cargos comissionados pela sua administração, por exemplo, foram identificados e exonerados até o momento mais de 6 mil funcionários considerados fantasmas.

 

Fonte: Valor Econômico