Petróleo responde por quase 80% das exportações do Estado do Rio de Janeiro

Enviado Segunda, 27 de Julho de 2026.

Estado do Rio exportou US$ 28,33 bilhões no primeiro semestre de 2026 e ficou em segundo lugar no país, mas cairia para a nona posição sem as vendas de petróleo

O Estado do Rio de Janeiro foi o segundo maior exportador do Brasil no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as vendas fluminenses ao exterior somaram US$ 28,33 bilhões, o equivalente a 15,3% das exportações brasileiras no período.

O Rio ficou atrás apenas de São Paulo, que exportou US$ 35,20 bilhões, e superou Minas Gerais, com US$ 21,92 bilhões.

A posição de destaque, porém, depende do petróleo. O produto respondeu por US$ 22,33 bilhões, ou 78,8% de tudo o que o estado exportou nos seis primeiros meses do ano. Isso significa que quase oito de cada dez dólares das exportações fluminenses vieram do setor petrolífero.

Sem o petróleo, o volume exportado pelo Rio cairia para cerca de US$ 6 bilhões. Nesse cenário, o estado deixaria a segunda posição e passaria para o nono lugar no ranking nacional.

O Rio ficaria atrás de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Santa Catarina.

Os dados foram obtidos na plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O levantamento considera as exportações realizadas entre janeiro e junho de 2026, em dólares FOB, e agrupadas pela unidade da federação de origem da mercadoria.

Cinco produtos representam 90% das vendas

A pauta de exportações do Rio também apresenta forte concentração. Os cinco principais produtos responderam por 90,2% do valor vendido ao exterior durante o semestre.

Depois do petróleo, aparecem os minérios de ferro não aglomerados, com US$ 1,08 bilhão, e os produtos semimanufaturados de ferro ou aço, com US$ 868 milhões.

Também estão entre os principais itens os óleos combustíveis e derivados, com US$ 636 milhões, e as partes de turborreatores e turbopropulsores, com US$ 631 milhões.

Quando são considerados todos os combustíveis minerais, óleos e derivados, e não apenas o petróleo bruto, o total chega a US$ 23,38 bilhões. O valor representa 82,5% de toda a pauta de exportações do estado.

Na sequência aparecem máquinas e equipamentos mecânicos, com US$ 1,49 bilhão, ou 5,3% do total. Ferro e aço somaram US$ 1,13 bilhão, enquanto os minérios movimentaram US$ 1,08 bilhão. Veículos e autopeças responderam por US$ 384 milhões.

China compra quase metade das exportações

A concentração também aparece no destino dos produtos. A China comprou US$ 13,61 bilhões em mercadorias do Rio durante o primeiro semestre.

O valor corresponde a 48,1% de todas as exportações fluminenses no período. Sozinha, a China comprou mais produtos do estado do que os quatro destinos seguintes somados.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 2,91 bilhões, o equivalente a 10,3% do total.

Na sequência estão Índia, com US$ 1,93 bilhão, Singapura, com US$ 1,35 bilhão, e Espanha, com US$ 1,16 bilhão. Juntos, os cinco principais mercados concentraram 74% das vendas externas do Rio.

Exportações atingiram pico em abril

As exportações fluminenses oscilaram durante o primeiro semestre. Em janeiro, o estado vendeu US$ 4,55 bilhões ao exterior. O valor caiu para US$ 4,38 bilhões em fevereiro e subiu para US$ 5,23 bilhões em março.

O melhor resultado foi registrado em abril, quando as exportações chegaram a US$ 5,88 bilhões.

Em maio, as vendas recuaram 40,5% e ficaram em US$ 3,50 bilhões. O movimento foi parcialmente revertido em junho, com exportações de US$ 4,79 bilhões.

O resultado de junho representou uma alta de 36,8% na comparação com maio, mas ainda ficou abaixo do volume registrado em abril.

O transporte marítimo concentrou US$ 26,75 bilhões das exportações do Rio, o equivalente a 94,4% do total.

A via aérea respondeu por US$ 1,32 bilhão, ou 4,7%. Já o transporte rodoviário movimentou cerca de US$ 248 milhões, menos de 1% das vendas fluminenses ao exterior.

Fonte: Diário do Rio