Douglas Ruas reúne prefeitos na Alerj para discutir orçamento estadual de 2027

Enviado Segunda, 01 de Junho de 2026.

Audiência pública é no mesmo dia em que o TCE retoma o julgamento das contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro, e vai debater prioridades dos municípios em meio à previsão de déficit de R$ 13 bilhões nas contas do estado

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) promove nesta segunda-feira, às 14h, uma audiência pública para discutir o orçamento estadual de 2027 com prefeitos dos 92 municípios fluminenses. O encontro será conduzido pelo presidente da Casa, Douglas Ruas, e pelo deputado Gustavo Tutuca (PP), presidente da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle.

A reunião ocorre no mesmo dia em que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) retoma o julgamento das contas de governo de 2025 do ex-governador Cláudio Castro, em uma sessão que também deve ter como pano de fundo a situação fiscal do estado. Embora tratem de temas distintos, os dois debates convergem para a discussão sobre o equilíbrio das finanças públicas fluminenses e a capacidade de investimento do governo estadual nos próximos anos.

A iniciativa da Alerj busca abrir espaço para que os prefeitos apresentem demandas regionais e prioridades locais que possam ser incorporadas ao planejamento financeiro do estado. A expectativa é que representantes dos municípios levem reivindicações relacionadas a áreas como saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura e desenvolvimento regional.

Nos bastidores da Assembleia, a audiência é vista como uma tentativa de fortalecer o diálogo entre o Legislativo estadual e as prefeituras em um momento de crescente pressão sobre as contas públicas. A avaliação é que a participação dos prefeitos pode ajudar a orientar a destinação de recursos e reduzir disputas por investimentos ao longo da tramitação do orçamento.

O debate acontece em meio à análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, enviada pelo governo estadual à Alerj no início de maio. O texto projeta um déficit de aproximadamente R$ 13 bilhões para o próximo exercício, com receita estimada em R$ 120 bilhões e despesas previstas de R$ 133 bilhões.

A proposta já passou pelas primeiras discussões em plenário e está na fase de apresentação de emendas parlamentares, cujo prazo termina em 3 de junho. O cenário de desequilíbrio fiscal previsto pelo Executivo deve pautar as negociações entre deputados, governo e prefeitos nas próximas semanas.

Fonte: O Globo