Os primeiros passos para a desapropriação da Refit

Enviado Sexta, 29 de Maio de 2026.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deu o primeiro passo concreto em sua decisão de desapropriar o terreno onde está instalada a Refit (ex-Manguinhos), a refinaria que é joia da coroa do notório Ricardo Magro, cuja prisão preventiva foi expedida pelo STF no início do mês.

Como o local onde está instalada a refinaria pertence à União, Couto conversou com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para que sua ideia avance. É necessário que se estabeleça uma parceria entre o Rio e a União.

O plano de Couto tem toda a simpatia do governo federal. Basta lembrar as simpáticas definições dadas por Lula recentemente sobre Magro:

— É o maior devedor de dinheiro público do país.

Ou:

— É o grande chefe do crime organizado.

Na semana que vem, Lima e Silva terá reuniões com a AGU e com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para dar os primeiros passos do processo. 

O valor da desapropriação ainda não está definido. 

Só de ICMS, a Refit deve ao Rio R$ 14,3 bilhões (no total, o débito do grupo em impostos é R$ 30 bilhões entre Rio e São Paulo).

Ricardo Couto já levou a ideia a Magda Chambriard, que mostrou interesse em ficar com a área para a Petrobras expandir sua capacidade de refino. Couto conversou também com outros interessados no negócio na semana retrasada.

 

Fonte: O Globo - Coluna Lauro Jardim