Carnaval 2026 movimenta mais de R$ 5,7 bilhões no Rio, com geração de emprego, empreendedorismo e ações de grandes marcas

Enviado Segunda, 19 de Janeiro de 2026.

O carnaval segue como um dos principais motores da economia do Rio e deve repetir, ou até superar, os R$ 5,7 bilhões movimentados no ano passado, segundo estimativa da Riotur. A cerca de um mês do feriado, uma ampla cadeia produtiva já está em funcionamento, envolvendo a contratação de mão-de-obra temporária, pequenos negócios tocados por foliões a fim de uma renda extra, e a assinatura de contratos milionários por grandes empresas que querem aproveitar as atenções voltadas para a festa.

— O Rio vive um momento muito positivo no turismo, com aumento consistente de visitantes desde o ano passado, o que naturalmente se reflete em mais consumo, mais empregos temporários e maior circulação de dinheiro durante o carnaval — afirma Bernardo Fellows, presidente da Riotur: — Em 2025, o público total do carnaval passou de oito milhões de pessoas circulando pela cidade, entre blocos, Sapucaí, Intendente Magalhães e Terreirão do Samba. Para este ano, com uma programação extensa, distribuída ao longo de 37 dias, a expectativa é manter ou até ampliar esse volume.

A programação de carnaval na cidade e o grande fluxo de pessoas gera 50 mil empregos, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). Apenas o Carnaval Fan Fest, arena que estreia este ano na Praia de Copacabana, com programação cultural gratuita que incluirá a transmissão de ensaios e desfiles, deve empregar 800 pessoas envolvidas na produção ou com fornecedores. Eventos privados e camarotes na Sapucaí também geram oportunidades temporárias.

— Esses empregos funcionam como uma injeção temporária de ocupação, especialmente relevante em um país com alto nível de informalidade. Para muitas pessoas, o carnaval representa uma oportunidade concreta de renda complementar ou até a principal fonte de sustento no período — explica Roberto Kanter, economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Além dessas oportunidades, muitos foliões fazem renda extra durante o carnaval com seus próprios negócios. Ainda que temporariamente, vendem bebidas, acessórios e serviços na festa.

O professor de Geografia Ulysses Soares, de 38 anos, enfrenta o calor e o cansaço físico para comercializar seis sabores de venda de cachaças artesanais saborizadas. O investimento gira entre R$ 1.500 e R$ 2 mil por ano, enquanto o faturamento varia entre R$ 8 mil e R$ 10 mil.

— Comecei a fazer em 2019 para beber com amigos e, em 2022, passei a vender. O que pesou na decisão foram os fatos de ter um produto bom e fazer um extra que hoje me ajuda muito — conta.

O desejo de participar da folia não é restrito aos pequenos empreendedores, no entanto. Grandes empresas de Alimentos e Bebidas, Moda, Bem-estar, entre outros segmentos, marcam presença através de patrocínios, lançamentos de produtos e outras ações de marketing.

— O carnaval é, sem dúvida, um dos momentos mais relevantes do ano para Brahma, não apenas em volume, mas principalmente em significado. O carnaval representa o auge da brasilidade, e esse é o DNA de Brahma. Queremos estar onde o nosso consumidor está vivendo suas paixões — pontua Felipe Cerchiari, diretor de Marketing.

Fonte: Extra