SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

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Serra promete devolver imposto a contribuinte

Em busca do voto de classe média, o ex-governador e candidato à Presidência José Serra (PSDB) o candidato prometeu criar a nota fiscal brasileira, a exemplo da já existente em São Paulo, que garantiria a devolução de 30% dos impostos pagos aos consumidores.

Serra garantiu que o mecanismo - que em São Paulo é utilizado na cobrança do ICMS - poderia incluir, em nível nacional, o retorno do IPI, PIS e COFINS. Além disso, o candidato defende a inclusão, nos produtos, dos valores que estão sendo pagos em impostos. "Tem que ter mais simplificação, onerar menos o consumo dos pobres. A carga tributária em cima dos pobres é o dobro. Tem que fazer desoneração. Temos que ter um sistema mais justo", cobrou, em visita ontem a rádio Tupi, no Rio de Janeiro.

Para tentar se aproximar das famílias com baixa renda, beneficiadas pelo Bolsa-Família, Serra defendeu a distribuição gratuita de cestas básicas e de remédios aos mais carentes, além de atendimento pré-natal às grávidas, com o mesmo médico que fará o parto, e um kit enxoval. "Não é tão caro. Fizemos em São Paulo, temos as mães paulistanas. Vamos ter as cariocas, as capixabas, as baianas...".

O candidato criticou o uso da máquina pública na atual campanha pelo governo federal e acusou a candidata do PT, Dilma Rousseff, de ter uma candidatura que "não caminha pelas próprias pernas. (Dilma) É fruto, na verdade, de marqueteiros. Uma coisa construída, que não tem força própria, então precisa ser constantemente turbinada, pela máquina do governo, pelos marqueteiros e coisas dessa natureza", criticou. "A verdadeira Dilma não está aparecendo nesta campanha. O que está aparecendo é o produto de uma construção, da qual inclusive faz parte a máquina do governo", disse.

Serra questionou um dos principais projetos de infraestrutura do governo, o trem-bala, que ligará Rio, São Paulo e Campinas. O tucano lembrou que o valor estipulado para a obra, entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões, seria suficiente para triplicar o metrô da capital fluminense, além de garantir a expansão do sistema em capitais como São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador e Belo Horizonte. "Dizem que o trem-bala é privado, que é tudo dinheiro privado. Vamos ver se é verdade, porque se for tudo dinheiro do BNDES subsidiado e sem garantias adequadas, acaba sendo dinheiro público", ponderou. "Se houver investidor privado interessado em fazer, tudo bem. Não pode é ter dinheiro do governo nisso", ressaltou.

O candidato do PSDB afirmou que o BNDES deveria dar prioridade a projetos que gerem empregos no Brasil. Serra criticou o destino de "dinheiro subsidiado" para que empresas adquiram concorrentes principalmente no exterior. "O BNDES atuou muito bem na crise, mas prefiro que o dinheiro vá para a formação de capital, de emprego, de dinheiro novo", disse.

O tucano cobrou mais cautela na exploração de petróleo no litoral brasileiro e alertou que um desastre ecológico poderia afetar dramaticamente o setor de óleo e gás no país. "Não adianta só fazer frufru, festejar. Na verdade, o pré-sal foi descoberto no contexto da lei de 1997 e não foi feito a partir de 2003. Foi uma coisa que custou bastante, do ponto de vista de prospecção. Tinha uma lei boa, que permitiu essa descoberta", disse. "A gente tem sempre que atuar com cautela."
 

16/07/2010

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