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Senado levanta polêmica na Justiça

Pessoal do Judiciário reclama que STF não se empenhou por reajuste

A aprovação da proposta de plano de carreira dos servidores do Senado Federal, que vai criar supersalários entre todo o funcionalismo da Casa,conforme O DIA antecipou ontem, surpreendeu e irritou servidores do Judiciário Federal que ainda não obtiveram resposta concreta sobre o projeto de lei que reajusta os salários deles em até 54%. Mesmo que o PL 6.613/2009 seja aprovado, que implementa o novo PCS da categoria, os salários do Judiciário ficarão, em média, 50% menores que os do Senado.

Para um dos coordenadores da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal) Valter Nogueira Alves, a aprovação em tempo recorde do plano do Senado, que tramitou em duas semanas, mostra a falta de apoio à causa dos judiciários. “Eles (servidores do Senado) tiveram apoio total do presidente da Casa, o senador José Sarney. Enquanto que até agora esperamos uma atuação concreta do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso”, compara.

Os funcionários do Executivo reclamam que o presidente Lula sancionará o novo plano de carreira do Senado, enquanto diz não ter dinheiro para conceder novos reajustes a servidores desse Poder. “São dois pesos e duas medidas. Estão acostumados a não ter mais apoio para conseguir medidas simples, como a reestruturação de carreiras e que tinham sido acordadas com o Planejamento”, argumentou Josemilton Costa, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Federal.

Delegados federais falam em disparidade

Dirigente do Sindicato Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Joel Mazzo reagiu ao aumento salarial concedidos aos servidores do Senado dizendo ser “estarrecedor ver a disparidade de poder dos Poderes, pois a reivindicação da PF simplesmente foi lançada para negociações no ano que vem”. Ele destacou que os novos salários do Senado já valem a partir deste mês.
Coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário e do MP da União no Distrito Federal, Berilo Leão diz que mesmo que receba o reajuste de 54% pedido pela categoria, ficará com salário bem inferior ao pago no Senado.

14/07/2010
 

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