SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

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Rodeio político

O ex-governador Anthony Garotinho reuniu, ontem, todos os candidatos a deputado estadual e federal de sua coligação, no Centro do Rio. O moço queria justificar o fato de, aos 48 minutos do segundo tempo, ter desistido de concorrer ao governo do estado e decidido disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Para variar, disse ser vítima de perseguição e culpou o governador Sérgio Cabral. Até aí, o discurso já é quase um mantra. Mas terminou com uma frase que, dependendo do ângulo - sabe-se lá, né? - pode ser considerada otimista: "Às vezes, o coice do diabo nos joga ao céu".

O primeiro round na Justiça
Fernando Peregrino, o candidato do PR que substituiu Garotinho na disputa pelo Palácio Guanabara, anunciou, durante o encontro, que vai entrar com uma representação contra Cabral na Procuradoria Regional Eleitoral. Com planilhas na mão, obtidas no sistema de acompanhamento de gastos do governo, o moço vai mostrar que o estado desembolsou, este ano, 20% a mais do que poderia gastar com propaganda.

A média do que foi pago a agências de publicidade, nos últimos três anos, dá R$ 75 milhões. Já a média dos primeiros seis meses deste ano, R$ 81 milhões. A lei diz que o gasto com propaganda, em ano eleitoral, não pode ultrapassar a média dos anos anteriores.
 

13/07/2010 – COLUNA BERENICE SEARA

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