SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

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Queda de preço estimula GNV

Redução de até 2,78% no Rio e desconto de IPVA favorecem conversões de fim de ano

Dois fatores vão incentivar a conversão de automóveis para o gás natural neste fim de ano. Além da redução no preço do GNV, que vigora a partir do mês que vem, quem mudar a característica do carro terá desconto de até 75% no IPVA de 2011, caso o combustível original seja a gasolina. O incentivo fiscal acelera o retorno do investimento. Mas o motorista precisa fazer as contas para saber em quanto tempo começa a lucrar.

A CEG já anunciou redução de 2,78% na tarifa na Região Metropolitana do Rio. Em municípios do Interior atendidos pela CEG-Rio, a queda será de 1,01%. A expectativa é de que os postos repassem pelo menos em parte o percentual. A avaliação da CEG é de que haja aumento de 40% no número de conversões neste semestre.

“Não controlamos os preços nos poços, mas estamos incentivando o repasse para o motorista”, afirma o gerente de Grandes Clientes da CEG, Marcelo Napolitano.
A companhia criou o site www.usegnv.com.br para tirar dúvidas sobre o combustível e incentivar seu uso. Segundo cálculos do gerente, uma pessoa que roda cerca de mil quilômetros por mês e abasteceria com álcool teria o retorno do custo da conversão em menos de um ano.

O valor dos kits também tem variado. Produtos de nova geração que estão chegando ao mercado custam mais de R$ 3 mil, mas têm melhor performance com os motores eletrônicos. Os mais simples custam a partir de R$ 1.800. Para ter redução de IPVA é preciso fazer o serviço até início de dezembro.

GNV provoca menos poluição
Para não correr risco e obter o máximo de vantagem do GNV, o motorista precisa procurar oficina com certificação do InMetro e fazer a conversão do motor. Segundo o coordenador do Comitê de GNV do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Rosalino Fernandes, o uso do gás natural tem também vantagens para o meio ambiente.
“A emissão de gás carbônico do GNV é 50% menor do que a da gasolina e 30% menor do que a do álcool, sem falar de outros componentes que afetam a saúde”, argumenta Fernandes.
 

18/10/2010

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