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PT reclama de boicote do PMDB a Lindberg

Mesmo com a reeleição do governador Sérgio Cabral praticamente garantida, provavelmente no primeiro turno segundo as pesquisas, a coligação entre o PMDB e o PT no Rio não vive seus melhores dias. O deputado federal, Luiz Sérgio, presidente do partido de Luiz Inácio Lula da Silva no Rio, reclamou da falta de apoio dos candidatos do PMDB ao candidato ao Senado do partido Lindberg Farias: "A situação está ficando insustentável"
Luiz Sérgio diz que há no PT também alguma animosidade de candidatos contra o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, que faz parte da chapa ao Senado. "Mas são uns dois ou três e eu já estou resolvendo", garante. "Já conversei com o governador e espero que ele resolva o problema".

O líder do governador na Alerj, o deputado estadual Paulo Mello (PMDB), diz que não há como controlar todos os candidatos. "No meu material coloco os dois", afirma, se referindo a Lindberg e Picciani. Irritado com o questionamento sobre como resolver o impasse, Mello lembra que não são apenas dois ou três do PT que também não expõem o número do candidato do PMDB. "Lá também há muitos fazendo a mesma coisa com o Picciani", reclama.

O desentendimento entre Picciani e Lindberg é antigo. Em março, quando tinha acabado de ganhar as prévias, Lindberg disse que Lula preferia apoiar o senador Marcelo Crivella (PRB) a Picciani e, quando deixou a prefeitura, em abril, ainda acusou o deputado de incentivar por jornais uma campanha contra ele. Picciani reagiu em um programa de TV, dizendo que o ex-prefeito seria bandido e teria que prestar contas à Justiça, se referindo a uma investigação do Ministério Público Federal sobre desvio de verbas durante sua gestão em Nova Iguaçu. Os dois teriam selado as pazes no mês seguinte porque precisariam estar de braços dados ao lado de Cabral em campanha por todo o Estado.

Mas as últimas pesquisas estão acirrando os ânimos novamente. Isto porque Lindberg está crescendo mais que Picciani, que está em quarto lugar, com 11%, contra 17% do candidato do PT. O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e Crivella estão empatados na liderança com 37%.
Para tentar mudar os números, Picciani recrutou o prefeito do Rio, Eduardo Paes. O prefeito foi eleito de virada em 2008, sobre o deputado federal Fernando Gabeira (PV), com do presidente da Alerj, que entrou na campanha na reta final a pedido de Cabral.

No sábado, Paes fez uma maratona por diversos bairros do Rio com o candidato ao Senado do PMDB. Foram a baile da Terceira Idade no Riachuelo, na Zona Norte, atravessaram o município até Campo Grande na Zona Oeste num comício em uma casa de espetáculos, voltaram para Olaria na Zona Norte, e terminaram o dia no Centro da cidade, numa reunião com empresários.

Ontem Paes reuniu 73 prefeitos do interior para pedir votos para Picciani. Os dois estavam acompanhados do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) que aproveitou para lembrar que nas eleições de 2006, venceu de virada sobre a candidata Jandira Feghali (PCdoB-RJ), com a ajuda dos prefeitos e de Picciani. Naquela época, as pesquisas davam 12 pontos de vantagem para Jandira e Dornelles venceu com 8 pontos de diferença.
 

13/08/2010

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