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PMDB perde sete na Alerj e Cabral terá de contar com aliados de fora

O governador reeleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), precisará contar com aliados de outros partidos na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), já que seu partido despencou de 19 para 12 deputados estaduais, dentre o total de 70 parlamentares da casa.

Contando os 16 partidos que apoiaram a reeleição do governador, na coligação "Juntos Pelo Rio", Cabral teria 46 deputados em sua base, um a menos para ter dois terços da Alerj. No entanto, a conta não é tão simples, já que há deputados da coligação que não o apoiam, assim como há membros de partidos adversários que são seus aliados pessoais.

No primeiro grupo, de coligados com os quais Cabral não deve poder contar, estão, por exemplo, Paulo Ramos, que sempre se opôs ao atual governo e defendeu candidatura própria do PDT até a convenção do partido, Gilberto Palmares (PT), que presidiu a CPI das Barcas Rio-Niterói e foi crítico permanente da política estadual de transportes, e Flávio Bolsonaro (PP), ligado às causas militares como o pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP).

Entre os apoiadores de fora do PMDB, mas dentro da coligação "Juntos Pelo Rio", destacam-se dois deputados eleitos pelo PMN: Alessandro Calazans e Christino Áureo, este último ex-secretário de Agricultura de Sérgio Cabral.

Vem de fora da coligação, entretanto, um dos principais apoiadores de Cabral: reeleito pelo PPS, André Correa foi, em 2006, um dos coordenadores de campanha da juíza Denise Frossard, adversária do atual governador no segundo turno. Correa acabou se aliando ao governo por intermédio do presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB) - terceiro colocado na eleição para o Senado.

Após participar de diversas cerimônias oficiais, como inaugurações de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), Correa trabalhou diretamente como cabo eleitoral do governador, em eventos como o Rio Pela Moda, promovido no Jockey Clube Brasileiro por empresários do setor.

Durante o evento, Correa lembrou que ele e Cabral estiveram em lados opostos em 2006, mas que neste ano iria contrariar a decisão de seu partido de apoiar Fernando Gabeira (PV).

PDT pode ser fiel da balança na base governista
Puxada pelo apresentador de TV Wagner Montes, deputado estadual mais votado no Rio, com 528 mil votos (6,38% do total), o PDT teve o maior crescimento de bancada na Alerj, passando de seis para 11 deputados estaduais e pode se tornar o fiel da balança.

Com votações expressivas de Clarissa Garotinh, filha do ex-governador Anthony Garotinho, e de Samuel Malafaia, irmão do pastor evangélico Silas Malafaia, o PR também aumentou, de seis para oito, sua bancada, enquanto o PT passou de cinco para seis deputados estaduais.

Na oposição, o PSDB caiu de cinco para quatro e o DEM, de três para uma deputada estadual: Graça Pereira, na prática, do partido de seu marido, Jorge Pereira, vereador há quatro mandatos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, atualmente no PT do B. Para se ter uma idéia, Jimmy Pereira, filho do casal, tentou uma vaga de deputado federal por um terceiro partido, PRTB, apoiando ativamente a reeleição de Cabral.

O PV, que não tinha nenhum deputado na Alerj, elegeu dois: Aspásia Camargo e Xandrinho. Segundo mais votado, com 177 mil eleitores (2,14% do total), Marcelo Freixo conseguiu puxar Janira Rocha, aumentando de um para dois a bancada do PSOL.

05/10/2010

 

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