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"Ninguém sabe tudo do governo"

Dilma minimiza denúncias contra Erenice e diz que não se sabe tudo "nem sobre a família"

Quatro dias após a demissão de seu braço-direito da Casa Civil, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, minimizou ontem as denúncias de tráfico de influência que envolvem a ex-ministra Erenice Guerra e o filho dela, Israel Guerra, além de outros integrantes do governo. Em campanha em São Gonçalo, no Rio, perguntada sobre as críticas do adversário José Serra (PSDB), que questionara a capacidade administrativa de Dilma afirmando que ela "não é capaz ou é cúmplice" dos supostos crimes, a petista reagiu: - Nem uma coisa nem outra. Sabe por quê? Não acredito que alguém saiba tudo o que está acontecendo na sua própria família. E também não acredito que alguém saiba tudo o que acontece no governo.

Até porque eu tenho visto que o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A, empresa ligada à Secretaria Estadual de Transportes), que ele (Serra) nomeou, sumiu com R$ 4 milhões da campanha dele - disse a candidata, referindo-se a uma acusação, não confirmada, de que um ex-diretor da estatal paulista teria arrecadado dinheiro para a campanha de 2010. Segundo a revista "IstoÉ", os recursos não chegaram ao caixa da campanha de José Serra.

Dilma participou de caminhada ao lado do governador Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição, e dos candidatos ao Senado Lindberg Farias (PT), Jorge Picciani (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB). A petista evitou falar sobre os escândalos envolvendo a Casa Civil e os Correios, que resultaram na queda de quatro integrantes do governo, entre eles o coronel Eduardo Artur Rodrigues, que deixou oficialmente ontem a direção de Operações dos Correios: - Não tenho condições de avaliar, não estou dentro do governo.

Não tenho acesso a todas essas informações.
Pelo que eu vi nos jornais, ele pediu demissão - disse, referindo-se ao diretor dos Correios.
Até o escândalo, a candidata se apresentava como "a mãe do PAC" e a grande gestora dos principais programas do governo Lula, como ministra da Casa Civil.
Dilma reagiu com irritação ao ser perguntada sobre reportagem publicada ontem na "Folha de S.Paulo", sobre sua gestão à frente da Secretaria estadual de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. Disse que suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do estado e que ser acusada agora era má-fé.
Após caminhada, Dilma seguiu até o Bela Vista Futebol Clube, time da 3adivisão do Campeonato Carioca, para embarcar num helicóptero alugado com Sérgio Cabral e com o vice-governador, Luiz Fernando Pezão. Antes de decolar, Dilma e Cabral receberam camisas do clube com os números 13, do PT, e 15, do PMDB.
 

21/09/2010

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