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Gabeira diz que Cabral estava com vontade de chorar no debate

Governador declara que ataques foram 'críticas vazias'

Após o debate entre os candidatos ao governo do Rio, realizado pela TV Bandeirantes , Fernando Gabeira (PV) e o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, fizeram avaliações sobre o embate. ( Leia também: Ataques a Cabral afetaram discussão de propostas, dizem analistas )

Na manhã desta sexta-feira, durante caminhada na feira livre da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Gabeira disse que em certo momento da discussão o governador aparentou estar com vontade de chorar.

A referência do candidato foi à polêmica em torno da tragédia de Angra dos Reis no reveillon de 2010. Segundo o verde, o governador teria assinado um decreto permitindo novas construções da área do desastre.

- Não afirmei que o decreto provocou o desastre. Apenas disse que o decreto ampliou a área de construção no lugar em que houve a tragédia. Mas ele (Cabral) ficou muito triste com o que falei, uma cara quase de choro - disse o candidato.

Na avaliação de Gabeira, o governador estava se contendo no confronto com os seus adversários:

- Ele é uma pessoa expansiva, mas foi treinado para se conter durante o debate. Essa vontade de contestar e a necessidade de se conter acabaram cansando ele um pouco.

Sobre a polêmica em torno da primeira-dama do estado, Adriana Ancelmo, citada pelo candidato Fernando Peregrino (PR) como advogada da concessionária Supervia, o verde não considerou a questão pessoal ou ofensiva.

- Em qualquer país do mundo uma discussão como essa é considerada pertinente não é ofensiva - afirmou Gabeira que evitou, no entanto, polemizar sobre a questão.

- Mas na minha avaliação o problema principal não é esse, mas sim a partilha política do secretariado realizada no governo Cabral - completou.

Cabral classifica críticas como 'vazias'
O governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, classificou logo após o fim do debate como "críticas vazias" os ataques de seus adversários no debate realizado pela TV Bandeirantes.

- São críticas vazias e ao mesmo tempo uma referência muito boa às políticas públicas. É tão bom que o estado passou a ser referência e é o que está se discutindo aqui com as UPAs 24 horas, as UPPs e a parceria com governo federal.

Tudo isso é uma referência até para os adversários, que não tendo propostas se metem ao discurso vazio. É uma pena. Poderíamos ter discutido temas importantes.

Segundo Cabral, o conselho superior do Ministério Público teria arquivado a denúncia feita pelo PSOL de que sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo, prestaria serviços às concessionárias da Supervia e do Metrô.

- É o fim da picada este tipo de utilização - disse Cabral, que garantiu que participará de outros debates, como da TV Globo e da Rede Record.

13/08/2010

 

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