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Em busca de mais negócios portugueses para o Rio

Governador Sérgio Cabral afirma que Portugal é 'porto seguro' para investimento brasileiro

O crescimento econômico do Brasil tem criado oportunidades de investimento estrangeiro e potencializado o desenvolvimento das empresas brasileiras no exterior. As afinidades com Portugal colocam o País como parceiro privilegiado, num momento em que necessita atrair investimento de fora para crescer. Este foi o foco do governador do Rio, Sérgio Cabral, na conferência ‘Oportunidades de Investimento no Rio de Janeiro’, organizada ontem pelo Diário Económico, de Portugal, em parceria com o jornal Brasil Econômico e O DIA, ambos do Grupo Ejesa.

“As empresas brasileiras precisam se expandir e Portugal é o porto mais seguro para entrada na Europa. Uma expansão que pode passar, nomeadamente, pela criação de ‘joint-ventures’ com empresas estrangeiras”, afirmou o governador.

Na Indústria Naval, por exemplo, o Brasil já tem dificuldade em dar resposta à procura e parte da produção pode ser feita fora do País. De acordo com Sérgio Cabral, a lei obriga que 65% sejam feitos no Brasil, ficando 35% para outras localizações.

A aproximação dos dois países tem sido feita sobretudo por meio de investimentos portugueses no Brasil, principalmente nos setores de telecomunicações e petrolífero. O governador quer ampliar a parceria tendo em vista que o Brasil e o Rio se preparam para receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Cabral enumerou as oportunidades de negócios que o Rio oferece. “A Petrobras está construindo um complexo petroquímico de 20 bilhões de dólares, com uma refinaria que produzirá 300 mil barris de petróleo por dia; está em construção a terceira usina nuclear do Brasil, em Angra dos Reis, um investimento de mais de 5 bilhões de dólares; a Nissan vai abrir sua primeira fábrica no Rio, que em 2014 se transformará no segundo maior polo automóvel do País, depois de São Paulo”.

Entrevista com o governador Sérgio Cabral

Para o governador Sérgio Cabral, empresas portuguesas devem investir na Indústria Naval brasileira, tendo em vista que os estaleiros não dão conta da procura do setor do petróleo e do gás.

1. A Indústria Naval é um setor atrativo para empresas portuguesas no Brasil?
— No setor naval, de metalurgia, engenharia, telecomunicações, serviços, turismo, os dois países têm muito a complementar um ao outro. O Brasil tem grande gama de estaleiros. As oportunidades em petróleo e gás são muito fortes. Portugal não pode perder esta oportunidade. A procura desse setor é muito grande. Só o que já está encomendado de pré-sal e pós-sal são mais de 60 bilhões de dólares.

2. Das empresas portuguesas no Rio de Janeiro quais destaca?
Temos hoje a PT que tem 25% da Oi, com sede no Rio, Galp, para explorar o pré-sal e o pós-sal, e a TAP.

3. Que retorno esperar dos eventos no Rio nos próximos anos?
A previsão é que nos próximos 3 anos o Rio vai receber 200 bilhões de dólares, é o maior destino de investimentos da América do Sul. Esperamos chegar a 2016 com índices criminais de cidades europeias.

02/11/2011

 

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