SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

ÁREA RESTRITA

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Salários atrasados e Decreto 45.697 aumentam a temperatura na Sefaz

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Na próxima quarta-feira, dia 6 de julho, a Comissão de Negociação eleita pela Assembleia Geral Extraordinária tem um encontro agendado com o Governador. Será a oportunidade de reiterar o descontentamento da categoria como o atraso nos salários, a precariedade das condições de trabalho e a edição do Decreto 45.697/2016.

No que tange ao Decreto em questão, o Sindicato já pediu uma reunião em caráter de urgência com o Secretário de Fazenda para questionar a edição de tal norma sem ouvir o Conselho Superior de Fiscalização Tributária e a área técnica da Receita. Além disso, encaminhou ofício solicitando vistas do processo administrativo que documentou a sua elaboração. Em contato telefônico com o Presidente do Sinfrerj, o Secretário Júlio Bueno já se comprometeu a ouvir a categoria antes de tomar qualquer iniciativa de regulamentá-lo.

A diretoria do Sinfrerj entende ser essencial que a categoria se mostre unida na cobrança ao Governo de medidas que restabeleçam a normalidade no pagamento de salários e nas condições de funcionamento das repartições fiscais. Entende também como importante que tal situação seja apresentada à população, maior vítima do sucateamento do serviço público estadual.

Desta forma, o Sindicato reconhece a legitimidade da insatisfação dos colegas, materializada na manifestação marcada para segunda-feira, dia 04 de julho, que expressará o descontentamento com a forma desigual com que os servidores públicos do Estado vêm sendo tratados. Afinal, enquanto alguns assistem a crise de camarote, com vencimentos pagos religiosamente em dia, a grande massa pena com salários atrasados, sem sequer previsão de data de recebimento.

MANIFESTAÇÃO E MATURIDADE
O Sinfrerj reafirma o reconhecimento da legitimidade das demonstrações de insatisfação realizadas bo dia 04 de julho.

No entanto, enfatiza que não apóia qualquer iniciativa que afete o regular funcionamento da Secretaria de Fazenda.

A maturidade que a categoria vem demonstrando no enfrentamento dessa crise é fundamental para construção de soluções pelo diálogo com o Governo.

Iniciativas mais drásticas, adotadas sem respaldo de uma Assembleia Geral, podem resultar em prejuízos individuais e coletivos.