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Witzel demite subsecretário suspeito de receber R$ 5 milhões em propina para o casal Garotinho

O subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do RJ, Sergio dos Santos Barcelos, foi exonerado nesta quarta-feira (4), um dia após ser preso em operação do Ministério Público do Rio (MP-RJ) que levou para a cadeia também os ex-governadores Anthony Garotinho(sem partido) e Rosinha Garotinho(Patriota),

A publicação consta no Diário Oficial. Ele havia sido contratado no dia 19 de agosto, mas sua nomeação só foi publicada no Diário Oficial quatro dias depois.

De acordo com o colunista Edimilson Ávila, a contratação dele foi a pedido da chefe da pasta, Luiza Cristina Quaresma de Oliveira. Já a demissão foi uma decisão do governador Wilson Witzel (PSC).

Na madrugada, a Justiça mandou os ex-governadores.

Sergio dos Santos Barcelos é acusado de receber propina da Odebrecht para o casal Garotinho em 2008. Naquele ano, ele teria pego R$ 5 milhões de um acerto feito entre Garotinho e os delatores da empreiteira Benedicto Junior e Leandro Andrade Azevedo.

De acordo com o MP, os valores eram pagos em reais, e Sergio chegou a ter acesso à programação semanal do pagamento de vantagem indevida.

O prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 60 milhões em desvios a partir de superfaturamento de obras em Campos dos Goytacazes, acertadas com a Odebrecht nos programas Morar Feliz I e II.

Já em 2019, Sergio dos Santos Barcelos trabalhou na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ele foi chefe de gabinete da liderança do PSL na Casa, ocupada pelo deputado Gil Vianna (PSL). O salário de Sergio era de R$ 6.856,30 brutos. Ele deixou o cargo no final de junho.

"Ele foi da liderança durante quatro meses quando fui líder, (é um) amigo de muitos anos. A gente desconhece o passado. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público e que a verdade aflore, mas a gente torce para que tudo dê certo e que a Justiça seja feita porque não compactuo com a corrupção. É uma pessoa do nosso convívio, do bem e acredito muito na Justiça", disse o líder do PSL.

Sergio já havia sido também coordenador da Coordenadoria de Artes Cênicas da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, também na gestão de Witzel.

G1

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