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Temer escolhe advogado como novo ministro do Trabalho

O presidente Michel Temer definiu que o novo ministro do Trabalho será o advogado Caio Luiz Almeida Vieira de Mello, que integra a equipe do escritório de Sergio Bermudes. O cargo estava sendo ocupado interinamente pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, desde a semana passada.

Vieira de Mello foi vice-presidente Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, entre 2008 e 2009, e hoje é desembargador aposentado. A posse será nesta terça-feira às 15h, de acordo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

A indicação não foi feita pelo PTB, que tinha o controle da pasta até quinta-feira, quando Helton Yomura pediu demissão, após ter sido afastado do cargo pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio, que investiga fraudes na concessão de registros sindiciais.

Auxiliares do presidente Michel Temer relataram que o nome do advogado foi uma "solução técnica" para a pasta, que o presidente vinha buscando diante das sucessivas denúncias envolvendo indicados pelo PTB lotados no ministério.

Temer e Vieira de Mello já se falaram nesta segunda, e, segundo relatos, o advogado já está acertando o afastamento do escritório de Sergio Bermudes, onde atua como consultor, para assumir o comando do Trabalho. Ele não pode, ao assumir um cargo público, continuar a advogar em um escritório privado.

Logo após o anúncio, o ministro Carlos Marun, que cuida da articulação política do governo, disse que só ficou sabendo da escolha do nome nesta segunda-feira, e garantiu que foi uma escolha pessoal de Michel Temer.

- Essa é uma indicação pessoal do presidente da República que não passou pela política. O presidente consultou vários amigos e lhe foi sugerido o nome do mineiro, o senhor Caio Vieira de Mello - afirmou.

A despeito das denúncias de fraudes no âmbito do Ministério do Trabalho, Marun elogiou o período em que a pasta ficou nas mãos do PTB, que segundo ele "prestou grandes serviços" no comando do Trabalho.

- O PTB é um partido que participa do governo, prestou grandes serviços no ministério, a reforma trabalhista é um legado que o PTB deixa em relação a sua passagem pelo ministério do Trabalho, mas nesse momento o ministro tem liberdade para escolher sua equipe e desenvolver seu trabalho.

Em carta entregue ao presidente Michel Temer, Yomura afirmou que pediu demissão para impedir que o ministério ficasse "acéfalo". Ele disse que foi "surpreendido" pela operação. "Estou ciente de que jamais pratiquei e compactuei com qualquer ilicitude ou irregularidades nos cargos que ocupei no Ministério do Trabalho", escreveu.

De acordo com a Polícia Federal, Yomura agia como "testa de ferro" dos interesses da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) e de seu pai, o ex-deputado Roberto Jefferson. Cristiane Brasil foi impedida de assumir a pasta no início do ano, após a revelação de que fora processada por ex-funcionários na Justiça do Trabalho e que utilizava contas de uma outra funcionaria para realizar o pagamento de suas condenações.

10/07/2018

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