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Secretário de Fazenda deixa a pasta após 18 meses no cargo

A partir de segunda-feira, o estado terá um novo secretário de Fazenda e Planejamento. Luiz Cláudio Lourenço Gomes, atual subsecretário da pasta, será o substituto de Gustavo Barbosa, que pediu exoneração nesta quarta-feira, conforme antecipou o colunista Ancelmo Gois, em seu blog no GLOBO. Barbosa foi responsável por formular a proposta de adesão do Rio, em setembro de 2017, ao Regime de Recuperação Fiscal proposto pelo governo federal.
Segundo integrantes da Fazenda, Barbosa está deixando o órgão por motivos pessoais, um ano e seis meses após assumir o cargo. O pedido para sair da função foi entregue nesta quarta ao governador Luiz Fernando Pezão, que aceitou a solicitação. A exoneração será publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira.

Em nota, o governador elogiou a trajetória do agora ex-secretário: “Agradeço o profissionalismo, o empenho, a dedicação e a perseverança com que conduziu a Secretaria de Fazenda, em um período tão difícil para o Rio de Janeiro, nos auxiliando na construção e na aprovação do Regime de Recuperação Fiscal, que já está recolocando o estado na rota do desenvolvimento”.

Nos bastidores, Barbosa é elogiado por integrantes do governo. Sua missão de articular a recuperação fiscal do estado é exaltada, pois a operação tratou de algo inédito até então. Já para os servidores da Secretaria de Fazenda, ele ficará marcado por delegar as tarefas burocráticas da pasta a seus subsecretários, enquanto focava seu tempo nas negociações com a União.

Em nota, Barbosa afirmou ter cumprido o seu papel: “Estou entregando uma gestão estruturada das contas públicas estaduais e com legado fiscal para os próximos governos. O Rio de Janeiro já começa a trilhar um caminho de equilíbrio com o pagamento em dia dos salários mensais do funcionalismo público”.

Quanto a Loureço Gomes, sua primeira missão será concluir a nova etapa da operação de antecipação de royalties do petróleo, prevista no Regime de Recuperação Fiscal. A intenção é arrecadar, no mínimo, US$ 500 milhões, algo em torno de R$ 1,6 bilhão. O dinheiro servirá para quitar o restante do 13º de 2017 dos servidores estaduais e garantir fôlego para os salários mensais até o fim deste ano, além de bancar parte da dívida do Rio com fornecedores.

Formado em engenharia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), Lourenço Gomes é analista de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, e está cedido ao estado. Ele enfrentará uma dívida de quase R$ 1,2 bilhão, referente ao pagamento do funcionalismo. Além do 13º salário de 2017, devido a mais de 167 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas, o Rio não pagou gratificações e metas a policiais civis e militares e a professores.

Desde o início da administração do governador Luiz Fernando Pezão, em janeiro de 2015, já são quatro nomes à frente da Fazenda: além de Gustavo Barbosa e Luiz Cláudio, passaram pelo cargo Sérgio Ruy Barbosa, que pediu exoneração em fevereiro de 2015, e Júlio Bueno, que deixou o posto em julho de 2016. Pezão poderá encerrar a sua administração com a média de um secretário de Fazenda por ano.

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