SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

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Rio de Janeiro perde eventos para outros estados do país

Destino turístico icônico e — após receber Copa do Mundo e Olimpíada — com infraestrutura ampla e renovada para convenções e negócios, o Rio de Janeiro está perdendo eventos de médio e grande porte para outros estados. A trava na demanda, consequência da recessão e da crise fiscal fluminense, e o recrudescimento da violência pesam na conta. Mas o ponto central está na burocracia para realizar eventos e na cobrança antecipada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de expositores que vêm de fora do estado vender seus produtos em feiras cariocas, dizem empresas do setor.

— Temos excelente infraestrutura, com hotéis e e centros de convenções de alta qualidade. Mas o ambiente de negócios está muito ruim. Falta disponibilidade das autoridades para ajudar a atrair novos eventos e ampliar os atuais — diz Fátima Facuri, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc). — Realizo um mesmo evento de estética no Rio, em Fortaleza e em São Paulo. No Rio, são 50% menos participantes.

No Rio, expositores vindos de outros estados para participar de feiras em que vão vender seus produtos devem pagar o ICMS antecipadamente. A cobrança é feita sobre o total de itens que ingressam no Rio, como forma de evitar fraude ou desvio das mercadorias, explica a Secretaria estadual de Fazenda (Sefaz). O imposto incide sobre o total da nota fiscal de remessa dos produtos, acrescido de 50%.

10/10/2018

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