SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

ÁREA RESTRITA

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A repercussão entre os representantes dos servidores

Antônio Virgínio Fernandes, um dos coordenadores gerais do Sintuperj, sindicato que representa as universidades estaduais do Rio, diz estranhar a fala do governador.

— Eu não sei como está o preço do barril do petróleo agora, mas teve uma época em que subiu. Então, aumentou a arrecadação do estado com royalties, fora as arrecadações com o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, que eles passaram (de 11%) para 14%. As vendas de Natal também foram maiores do que as do ano passado. Então, teve arrecadaçao maior. Tivemos turistas e hotéis lotados. Aí, ele vem com um cenário de desgraças — afirmou Fernandes.

O coordenador do Sintuperj também teme que se repita o que foi visto em 2015:

— Será que vamos voltar ao cenário de 2015, com atraso de três a quatro meses nos salários? Com gente sem dinheiro para comprar alimentos, o que dirá remédios? Esperamos que governador tenha equilíbrio para resolver a situação das contas.

O presidente do Sindicato dos auditores fiscais do estado do Rio (SINFRERJ), Pedro Gonçalves Filho, esperava uma dificuldade de equilibrar despesas e receitas do estado.

—A gente sabe que a situação do Rio de Janeiro é complicada e vai demandar muito trabalho. Mas o Regime de Recuperação Fiscal deveria estar permitindo uma folga.

Para Clara Maria Fonseca Silva, diretora do Sindsprev/rj, o servidor mais uma vez terá que pagar a conta da má gestão do estado.

—Se o novo governador já começa o governo prevendo que talvez não haja recursos para pagar os salários é muito triste. A área de saúde tem sido uma das mais afetadas com a crise. Desde 2015, já perdemos mais de 30% dos servidores da área da saúde. O atraso de pagamento fez com que muitos desistissem do cargo, outros tiveram problemas de saúde ou mesmo morreram.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira, não é só o salário que preocupa, mas sim as condições de trabalho. Segundo ele, as viaturas estão em péssimas condições e os funcionários de limpeza, que eram terceirizados, deixaram de ir no ano passado por causa da falta de repasse. Desde então, os próprios policiais têm se divido entre as tarefas de varrer e lavar o banheiro.

— A lei determina um efetivo de 23 mil homens, sendo que trabalhamos hoje com apenas 9mil. Não existe mais investigação na Polícia Cívil, só quando se trata do assassinato de uma autoridade ou pessoa importante — denunciou.

Bandeira ainda ressaltou a importância do trabalho de psicólogas nas delegacias. No entanto, o serviço não é oferecido mais desde de março de 2018:

— Aparece muita gente na delegacia que não é caso para a polícia, mas sim para psicóloga. Elas faziam a triagem e facilitavam o trabalho.

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