SINDICATO DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

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Relembre como foram os dez primeiros dias do governador Wilson Witzel

Em seus primeiros dez dias de governo, Wilson Witzel apareceu em eventos de posse, deu entrevista coletiva na Baixada Fluminense e participou do sepultamento do primeiro policial militar morto no estado. Também anunciou metas para os primeiros 100 e 180 dias no cargo . O GLOBO refez os passos do governador nos primeiros dez dias de gestão. Mantendo o tom adotado na campanha, Witzel repetiu em diferentes momentos a importância do combate ao crime organizado , pedindo que traficantes possam ser considerados "terroristas" e "sejam abatidos". Na agenda do governador, o que mais preencheu seus dias até então foram eventos de posse, mas também sobrou um tempinho para participar da homenagem ao pentacampeão com a seleção brasileira, Ronaldinho Gaúcho.

Dia 1
- Witzel participou da cerimônia de posse do cargo de governador do Rio, realizado no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa. Emocionado, chorou durante o discurso e reforçou a importância do combate à corrupção e ao crime organizado.

- No mesmo dia, o governador utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para assistir à posse do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Depois, justificou o uso da aeronave dizendo que "voo comercial sempre tem risco de atraso" em entrevista ao programa "Em Ponto", da GloboNews.

- Em seu primeiro decreto no Diário Oficial, Witzel anunciou a "redução de 30% dos custos operacionais do governo", valor que chega a R$ 630 milhões, com exceção das áreas de Segurança, Saúde e Educação.

Dia 2
- A transmissão de cargo que naturalmente ocorre após a cerimônia de posse foi adiada para o segundo dia do ano , para que Witzel pudesse presenciar a posse de Bolsonaro. No Palácio Guanabara, o governador recebeu o cargo de Francisco Dornelles, que ocupava o posto desde a prisão do ex-governador Luiz Fernando Pezão.

Na ocasião, declarou: "O homem que quer guerra, guerra vai ter" .- Na sequência, anunciou o Plano de Diretrizes Prioritárias com as metas para os primeiros cem e 180 dias de governo. O documento foi entregue aos secretários em uma reunião com sua nova equipe.

Dia 3
- O governador participou da inauguração do Programa Segurança Presente na Tijuca e em Ipanema. Na Tijuca, defendeu o uso de armas pela Guarda Municipal do Rio .

- Witzel e seu secretariado assinaram um documento de "compromisso contra corrupção", atestando que todos são ficha limpa.

- No mesmo dia, participou do evento de posse do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e da posse dos secretários da Policia Militar e Civil, onde citou que o Rio precisava de uma prisão como Guantánamo — prisão americana em Cuba, ao se referir, mais uma vez, sobre o crime organizado.

Dia 4
 - Recebeu a minuta do Plano Emergencial e de Prevenção de Calamidades Públicas . O documento preliminar foi formulado por um grupo de trabalho formado por diversas secretarias estaduais, como Casa Civil e Governança, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Defesa Civil, Ambiente e Sustentabilidade e Infraestrutura e Obras. Elaborada ainda no período da transição governamental, a minuta apresenta soluções para minimizar eventuais danos causados por fortes chuvas no período do verão.

- Decretou a extensão do cartão especial de estacionamento a pessoas com mobilidade reduzida. O cartão especial pode ser utilizado em estacionamentos públicos e privados em todo o Estado do Rio de Janeiro. A nova medida é uma ampliação da Lei nº 4.049, de 30 de dezembro de 2002.

Dia 5
 - O governador Wilson Witzel foi a Guapimirim, na Baixada Fluminense, e deu uma entrevista a jornalistas sobre a crise de abastecimento de água naquela cidade. Ao ser indagado sobre segurança pública, anunciou que pretende contratar 2 mil PMs por ano durante seu mandato, sendo 500 já em janeiro .

Dia 6
- Após a morte do primeiro policial militar do estado , o governador foi ao enterro do soldado Daniel Henrique Marotti e carregou o caixão ao lado de outras autoridades. Ao ser perguntado sobre a segurança do Rio, reafirmou a necessidade de " asfixiar o crime organizado ".

  —  A morte do policial Mariotti e de qualquer cidadão sempre vai resultar em ações das polícias Civil, Militar e da Administração Penitenciária. Nós não vamos permitir que o crime organizado continue barbarizando a nossa sociedade. É preciso agir com rigor. O Estado é mais forte que eles e eu vou usar todos os esforços e meios para aniquilar e asfixiar o crime organizado — afirmou Witzel após o sepultamento.

Dia 7
- O governador decretou luto oficial de três dias pela morte do soldado Marotti . No decreto, assinado na última segunda-feira, Witzel destaca que o soldado foi morto em serviço e que o "juramento de entregar a própria vida em prol da segurança pública se cumpriu".

- Participou da posse do defensor público-geral do estado, na Defensoria Pública, no Centro do Rio. No local, o governador afirmou que bandido será "abatido" seja no Shopping Leblon ou dentro de comunidades .

Dia 8
 - Em mais uma cerimônia de posse, a do procurador-geral do estado, Witzel disse que, se o Rio de Janeiro continuar com "o ritmo, sem fazer nenhuma medida de contingência, renegociação, vamos chegar a julho sem dinheiro ".

- Ainda na última terça-feira, participou também da posse do presidente do BNDES, quando chamou o banco de "herança bendita", em contraponto ao estado, chamado de "herança maldita" pelo governador.

- Witzel ainda apareceu no Estádio do Maracanã e participou da homenagem ao astro do futebol Ronaldinho Gaúcho em evento que o craque colocou seus pés na calçada da fama.

Dia 9
 - Distante dos holofotes, no Palácio Guanabara, o governador criou a Coordenadoria de Desaparecidos, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, junto da secretária Fabiana Bentes. À frente da coordenadoria, que dará suporte às famílias, foi escolhida a mãe do lutador de MMA Vitor Belfort, Jovita Belfort. A filha dela, Priscila, está desaparecida há 15 anos.

Dia 10
- O governador decretou regime de intervenção na Fundação para a Infância e Adolescência. O ato suspendeu todos os aumentos de despesas, incluindo o de pessoal, postos em prática desde 1º de janeiro de 2018 até o fim da intervenção, com prazo máximo de 180 dias. 

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