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PPS articula candidatura de Denise Frossard ao governo do Rio

Lideranças do PPS tentam convencer a juíza aposentada e ex-deputada federal Denise Frossard a mergulhar na corrida eleitoral de 2018. O sonho do partido é que Denise — afastada da vida pública desde 2006, quando foi derrotada no segundo turno pelo ex-governador Sérgio Cabral, hoje preso em Curitiba — seja candidata ao governo do estado. Reticente sobre um retorno à vida pública até meados do ano passado, ela voltou a considerar a possibilidade, avaliam integrantes do partido.

Segundo interlocutores da juíza, desde o ano passado ela retomou as conversas com aliados políticos, movida pela indignação com a crise no Estado do Rio. Por enquanto, ela evita falar em candidatura, mas aliados veem sinais positivos.

— Ela aceitou voltar a conversar. Isso, por si só, é um bom sinal — avalia uma liderança do PPS no estado.

A articulação para convencer Denise Frossard a concorrer envolve, inclusive, o deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional da legenda. Segundo ele, seria “uma honra” ter Denise de volta às urnas em qualquer cargo. Freire tem levantado o nome da juíza em conversas com aliados. Ele crê que uma aliança pode ser determinante para uma resposta positiva.

— Mesmo ela dizendo que não pretende ser candidata, eu a coloco na conversa porque é uma opção que não pode deixar de ser discutida. Se houver uma mobilização, com a construção de uma aliança, pode ser que ela aceite — avalia.

O otimismo no PPS vem da avaliação de que Denise pode encarnar a indignação do eleitor fluminense com a política. Joga a seu favor, dizem, o histórico de combate à corrupção em sua trajetória no Judiciário — ela ganhou fama nacional ao determinar a prisão de 14 líderes do jogo do bicho, temidos por seu poderio no crime e na política. Porém, a eventual candidatura representa uma mudança de planos na vida pessoal: adepta de esportes como o montanhismo, ela planeja para este ano uma viagem ao Monte Elbrus, na fronteira entre a Rússia e a Geórgia. Procurada pela reportagem, Denise não foi localizada.

Repetindo o movimento feito em nível nacional, o PCdoB — aliado de primeira hora do PT — anunciou na semana passada candidatura própria ao governo do Rio. O escolhido pelo partido é Leonardo Giordano, vereador em Niterói. Caso a candidatura seja confirmada, será a primeira vez desde 1990 que o PCdoB não estará coligado com o PT para o cargo. O ex-chanceler Celso Amorim é a aposta petista.

Parlamentares do PT dizem terem sido pegos de surpresa com a decisão, já que as conversas entre os dois partidos eram sobre uma chapa única. A deputada federal Benedita da Silva rejeita abrir mão de uma candidatura petista em troca de apoio a Lula:

— Entendemos que aliança se faz com programa. Fazemos isso separadamente do momento político, em que defendemos o direito de Lula ser candidato.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) não descarta um apoio a Amorim, mas defendeu o nome comunista:

— Não significa ruptura ou desunião. Por que o Rio não pode se unir em torno do Giordano?

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