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Pezão quer pedir dinheiro de leilões à União

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira que pedirá à União parte dos recursos arrecadados com os leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) correspondentes aos blocos localizados na região do litoral fluminense. Em evento no Porto do Açu, em São João da Barra, norte do estado, o governador também defendeu o empresário Eike Batista, classificando-o como “visionário”. Eike, que idealizou o porto, chegou a ser preso, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Hoje, cumpre recolhimento domiciliar, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Estamos pedindo, não custa nada a gente pedir, o dinheiro do leilão de petróleo dessa região toda. Os bônus de assinautra, a gente não tem participação nenhuma. A gente só vai ter recurso lá na frente — disse Pezão. — Essa mudança de regime acabou com a gente. Olha quanto tempo a gente ficou sem fazer leilao. A gente tem que ter esse recurso de volta. O empresariado tem que se unir com a gente. O Rio e o Espírito Santo têm que ser mais bairristas. Senão vamos ser derrotados no Congresso, como o massacre que foi a questão dos royalties.

Pezão não deixou claro a que leilão estava se referindo. Mês passado, a ANP realizou a 2ª e 3ª rodadas do pré-sal, com as quais foram arrecadados R$ 6,1 bilhões. Quanto a Eike, Pezão afirmou que ele deveria ser saudado por suas realizações. Ele se referia ao Porto do Açu, empreendimento idealizado pela antiga LLX, fundada pelo empresário e que hoje pertence à Prumo Logística. A Prumo é controlada pela americana EIG e tem Eike como minoritário, com 0,19% das ações.

— Foi um sonho visionário do Eike. A gente tem que saudar uma pessoa como essa. É um projeto chinês, e o Eike tinha essa visão de correr atrás dos sonhos dele — afirmou Pezão, para depois lembrar que o empresário cometeu “erros”. - É uma pena, às vezes essas pessoas... Esse país destrói os empreendedores. Quem errou errou, e a gente sempre vai pagar pelos nossos erros.

As declarações de Pezão foram feitas em cerimônia no porto, na qual ele e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), assinaram carta endereçada ao presidente Michel Temer, reiterando a importância da instalação de um corredor ferroviário entre os dois estados. O projeto, de R$ 5,5 bilhões, está parado no Ministério dos Transportes, travando investimentos privados. O documento será entregue pessoalmente a Temer na próxima semana.

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