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Pezão analisa pedido de empresas de prazo para tributação, mas teme atraso dos salários

Em reunião com representantes do setor produtivo do Estado, o governador Luiz Fernando Pezão prometeu analisar a prorrogação do prazo para o recolhimento do ICMS de maio por parte de empresas e indústrias. O problema é que, caso acate o pedido, Pezão terá problemas para pagar os salários dos servidores. Nesta quarta-feira, o governador e seus técnicos terão dados sobre como contornar a situação. Lembrando que o salário de maio vence no dia 14.

Caso decida prorrogar o prazo para o recolhimento dos tributos, Pezão ficará com o calendário apertado para ter condições de pagar a folha de funcionários do Estado. O Rio gasta, hoje, mais de R$ 2 bilhões brutos com salários e direitos trabalhistas. O prazo para o pagamento dos salários de maio dos servidores públicos vence no dia 14 de junho, 10º dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

As entidades pediram, inicialmente, 30 dias de prorrogação no prazo. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), por sua vez, autorizou o governo a ampliar o prazo em 15 dias. Segundo pessoas que participaram do encontro, Pezão se mostrou receoso com a proposta pelo temor de não ter condições de pagar os salários dos servidores. Após ouvir os argumentos dos empresários, ficou definido um novo encontro, na próxima quarta-feira, onde a secretaria de Fazenda irá apresentar números sobre o que poderá ser feito. Integrantes do governo indicaram a possibilidade de adiar o pagamento dos tributos em 5 dias.

Estiveram presentes na reunião, além de Pezão, o vice-governador Francisco Dornelles, o secretário de Fazenda e Planejamento, Luiz Cláudio Lourenço Gomes, e representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), do Sindicato de Bares e Restaurantes (SindRio) e da Associação de Distribuidores e Atacadistas do Estado do Rio (Aderj). 

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