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A parceria de Wilson Witzel com Garotinho

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) se aproximaram ainda mais no segundo turno da eleição passada. Uniram forças para derrotar o ex-prefeito Eduardo Paes, ex-MDB e, hoje, no DEM. Impedido pela Justiça eleitoral de concorrer, Garotinho viu em Witzel duas chances de ouro: derrotar um aliado de Cabral, seu inimigo número um, e ganhar cargos na gestão do azarão e futuro chefe do Palácio Guanabara. Conseguiu. Com as prisões, incluindo a de Rosinha (Patriota), também ex-governadora, veio à tona a aliança selada nos bastidores da campanha de 2018. 

Amigos do ex-governador em cargos 
Embora sempre negue a indicação, Cleiton Rodrigues, ex-braço-direito de Garotinho, desembarcou no coração da atual gestão. Foi chefe de gabinete de Witzel e, agora, está no primeiro escalão como secretário de Governo. Também preso, Sérgio Barcellos, até ontem subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Witzel, foi homem de confiança de Garotinho antes de ser chefe de gabinete da liderança do PSL na Alerj. Na Loterj, a loteria do estado, a atual cúpula esteve no órgão também no governo de Rosinha. 

Até o marido da filha foi nomeado 
O símbolo mais expressivo da aliança que Witzel e Garotinho tentam esconder, porém, chamase Marco Antônio Alvite Vazquez, marido da deputada federal Clarissa Garotinho (Pros-RJ) e genro do ex-governador. Ele está nomeado como assessor-chefe da Assessoria de Promoção Institucional da Secretaria de Turismo desde fevereiro. Tem salário de R$ 10 mil (brutos). A informação foi publicada ontem pela revista “Época” e confirmada pela Coluna. Clarissa não comentou.

Só não demitiu o pai do deputado 
Witzel demitiu ao menos oito pessoas de uma só vez da Câmara Metropolitana, ligada ao gabinete do governador. Menos... o pai do deputado Alexandre Knoploch (PSL)! Maurício Silva Knoploch dos Santos não foi incomodado. Tem salário de R$ 14 mil (brutos). O parlamentar, claro, é defensor ferrenho do governo na Alerj. Witzel prometeu extinguir a Câmara, mas não cumpriu ainda. 

O próximo alvo do governador? 
Na dança das cadeiras no governo Witzel, quem está pela bola 7 é Horácio Guimarães, secretário de Infraestrutura e Obras. Gente do Palácio Guanabara já fala em reuniões que ele pode ser exonerado em breve. 

O DIA - COLUNA INFORME DO DIA

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