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Novo presidente da Câmara tem que ter 'perfil trator', diz Eduardo Bolsonaro

Filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou, em entrevista ao SBT na noite de domingo, que o novo presidente da Câmara tem que ter um "perfil trator". O parlamentar minimizou a possibilidade de seu partido liderar a Casa e citou nomes que já articulam para chegar ao cargo, como Capitão Augusto (PR-SP), Alceu Moreira (MDB-RS) e Delegado João Campos (PRB-GO), além do  atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tenta se manter no comando.

- Tem que ser um perfil trator porque a gente sabe como vai ser a posição da esquerda. Bastou Bolsonaro ser confirmado como eleito, e eles já falaram que vão fazer de tudo para desestabilizar. Acho que no 1º de janeiro, se der bobeira, já vai ter pedido de impeachment para ser impetrado. Então, com esse tipo de oposição, não tem como dar ouvidos, é tratorar - disse Eduardo Bolsonaro, eleito com mais de 1,8 milhão de votos, a maior votação da História.

 O parlamentar disse que a esquerda faz  uso de recursos para atrasar as sessões e que Bolsonaro precusa de um presidente da Câmara que vise a acelerar às sessões.

- Temos que ter um presidente que acelere a sessão que não deixe cair nessa ladainha da esquerda de toda hora colocar questão de ordem, (criar) confusão no meio da sessão para ela cair ou não se votar nada - disse, completando: - O perfil trator é pulso firme, conhece o regimento e sabe o que quer.

Reforma da Previdência

Questionado sobre a Reforma da Previdência, Eduardo Bolsonaro afirmou que seria interessante votar uma reforma da Previdência "suave" em 2018 para "dar um gás" para o próximo governo. Mas, disse achar que não será possível:

- Seria interessante votar alguma reforma bem suave para já dar um gás maior para o governo que está por vir. Mas, imagina também se perdêssemos essa votação? Seria tratado como derrota do Jair Bolsonaro antes mesmo de ser empossado. Tem que analisar e colocar na balança. Acredito, pelo meu sentimento dentro do Congresso, é que não consegue colocar essa votação ainda para esse ano. Ano que vem já começará, provavelmente com a Reforma da Previdência - disse o parlamentar.

Sobre a aposentadoria dos militares, o filho de Bolsonaro disse que é uma questão que será tratada entre os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Defesa, general Augusto Heleno. Ele afirmou, no entanto, que situações desiguais exigem soluções desiguais. Declarou que, se querem tratar os militares iguais, "tudo bem", mas que, então, eles deveriam passar a receber horas extras, ter direito à greve, ter escala de trabalho de 44 horas semanais, etc.

Ao falar sobre a indicação do juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça, Eduardo Bolsonaro disse que foi um "gol de uma bicicleta de fora da área que Jair Bolsonaro marcou".

Líder do PSL, Eduardo falou sobre as sugestões que vai dar aos novatos do partido. Disse que eles têm que "chegar devagar, entender quem é quem". Afirmou que eles têm que ter respaldo para evitar cometer erros como, por exemplo,  "generalizar o Congresso Nacional como se todo mundo fosse corrupto".  Questionado se a família Bolsonaro vai dar alguma espécie de curso para os novos eleitos da sigla, o filho do presidente eleito disse que pretende levar uma parte desses parlamentares para ter aula com Olavo de Carvalho, nos Estado Unidos.

Sobre Segurança, Eduardo Bolsonaro disse concordar com a afirmação do governador eleito do Rio, Wilson Witzel, de que bandido com fuzil tem que ser abatido. Citou alguns direitos que presos têm e completou:

- Tem que inverter a lógica e dar o amparo legal para a polícia trabalhar.

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