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Mudanças à vista: Cláudio Castro quer concluir trocas nas secretarias essa semana

Uma nova leva de mudanças está prevista no secretariado do Palácio Guanabara. O governador em exercício, Cláudio Castro, pretende trocar até o fim dessa semana o comando de mais quatro pastas: Turismo; Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais; Esporte e Assistência Social. Depois de concluir a reestruturação de sua equipe, ele quer avançar com a reforma administrativa no Estado do Rio de Janeiro.

Fontes relatam que, após montar a sua própria equipe (com as alterações do que herdou do governo Witzel), Castro reunirá todos os secretários para tratar das propostas de reestruturação da máquina pública fluminense.

Como a coluna informou na última quarta-feira, a intenção do governador em exercício é enviar à Assembleia Legislativa do Rio, ainda esse ano, um projeto de lei (ou mais de um) para privatizações, fusões e extinções de empresas estatais, sociedades de economia mista e fundações.

O primeiro passo para isso já foi dado: na terça-feira à noite (dia 6), a Secretaria Estadual da Casa Civil oficializou o pedido à Alerj para retirada e devolução do projeto de lei de autoria do governo, e encaminhado para a Casa em abril, que previa a retomada do Programa Estadual de Desestatização (PED).

O gesto foi simbólico, já que aquela era uma proposta com o carimbo da gestão Witzel. Agora, Castro vai elaborar um novo projeto (ou mais de um) "a partir do diálogo com a Alerj", segundo o governo fluminense.

As articulações são para que aliados políticos de Cláudio Castro ocupem as pastas de Turismo, Esporte e Assistência Social. Já para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais está sendo estudado um nome conhecido na área e em âmbito estadual.

Nos bastidores, o que se diz é que não houve indicação da equipe econômica do governo Bolsonaro para a função. Entretanto, para substituir André Moura (que ficou com o cargo de representação do estado em Brasília) na Casa Civil, o nome veio diretamente de Brasília: Nicola Miccione.

Atual secretário da pasta mais importante do Palácio Guanabara, Miccione é advogado concursado do Banco do Nordeste do Brasil, vinculado ao Ministério da Economia desde 2000, e foi indicado pelo Executivo federal.

A definição da lista das estatais que estarão no programa de reformulação está sendo feita. A reestruturação do estado, com o enxugamento da máquina pública, aliás, é uma das exigências feitas ao Rio pelo Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e do Ministério da Economia.

O governo, então, ficou com a missão de comprovar à União que está cortando despesas. Tudo isso para conseguir o aval do ministro Paulo Guedes (Economia) e a palavra final do presidente Jair Bolsonaro sobre a ampliação do regime por mais três anos.

O estado aderiu à recuperação fiscal em setembro de 2017. E tenta estendê-lo até 2023. Até que a União bata o martelo, o Rio conseguiu uma 'folga' de seis meses sob a vigência do RRF.

 

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