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A moeda própria de Maricá que aquece a economia e salvou empregos na pandemia

Nas ruas, placas, adesivos, toldos, banners e letreiros de Maricá é comum se ler em letras garrafais “Aceito mumbuca”. O que intriga quem vem de fora é o nome da moeda criada pela prefeitura da cidade para seu programa de transferência de renda que só circula no comércio local. Chega a 40 mil famílias e custa R$ 62 milhões por ano.

Com pouco mais de 160 mil habitantes, Maricá (RJ) é uma das quase mil cidades brasileiras prestes a viver ao longo de quatro anos o que pode ser a maior e última onda de royalties e participações gerados pela exploração de reservas no mar.

A aceleração da produção, puxada pelo pré-sal,deve gerar R$ 47,6 bilhões de 2021 a 2024 para os municípios produtores, uma espécie de bilhete premiado para os prefeitos que serão eleitos este ano.

A moeda, criada em 2013 antes da cidade ser reconhecida como milionária por causa do petróleo, é um laboratório da renda básica, tema estudado em todo o mundo por acadêmicos de instituições nacionais e internacionais.

O dinheiro só é movimentado com um cartão, por meio de uma tecnologia de pagamento por aproximação, com um aplicativo no celular.

Tudo é gerenciado por um banco digital, com agências espalhadas pela cidades. A moeda própria só aceita nos limites da cidade impede que o beneficiário gaste em outro local e incentiva o comércio.

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