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Meirelles espera que Reforma da Previdência seja aprovada até outubro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira que espera que a reforma da Previdência esteja aprovada até outubro, tanto em votação no Senado quanto na Câmara dos Deputados. O ministro participou em São Paulo de um seminário com investidores feito pelo banco Goldman Sachs.

Ele também admitiu que existe a possibilidade de aprovar a Reforma Tributária ainda em 2017.

— A tributária vai depender muito dela ser apresentada, mas claramente, espera-se que a votação seja neste ano. A previdência em outubro, sim, e a tributária, idealmente em outubro, mas se for em novembro, tudo bem — disse a jornalistas na saída do evento.

Meirelles disse que o placar apertado na votação, que barrou o processo contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, 'não necessariamente' vai dificultar as negociações para a votação de reformas estruturais.

— Foi uma decisão específica (a votação de ontem) sobre um assunto específico em que foi tomada a decisão clara a esse respeito, com o quórum demandado para aquela decisão. Agora, a reforma da Previdência é uma (decisão), a trabalhista foi outra, e depois teremos à frente a tributária. Cada uma delas é uma reforma que tem parlamentares favoráveis ou contra, dependendo do assunto. Acreditamos ainda, sim, na viabilidade da aprovação — argumentou Meirelles.

O ministro afirmou ainda que a reforma da Previdência 'é uma questão de esclarecimento', ao ser questionado sobre a possibilidade de políticos votarem contra, temendo a pressão popular em um período tão próximo das eleições.

— Muitas vezes, em conversas com parlamentares, se faz essa pergunta: o que eu vou dizer para meu eleitor quando eu for disputar eleição? A resposta é muito simples: é uma questão de opção. Derrotar a Previdência e as outras reformas pode levar o Brasil de volta a uma queda da economia, aumento do desemprego — afirmou.

O ministro da Fazenda defendeu mais uma vez o projeto original, aprovado no relatório enviado à Câmara dos Deputados como o 'adequado', segundo ele, porque propõe um nível de benefício fiscal menor do que o texto inicialmente apresentado e, portanto, já deixa uma margem menor para promover mudanças.

Henrique Meirelles disse que continua avaliando a evolução da receita para decidir sobre a possível mudança da meta fiscal para este ano. A previsão é de um déficit de R$ 139 bilhões em 2017. Ele evitou, no entanto, confirmar qualquer decisão nesse sentido e descartou novamente estar sofrendo pressões políticas.

— A proporção entre arrecadação tributária e crescimento da economia, tudo indica, que deve começar a crescer. Além desses fatores pontuais que eu mencionei, como inflação voltando devagar pra meta, nós esperamos que a receita volte ao normal. Agora, estamos analisando isso, estamos monitorando a questão (de alteração da meta fiscal) diariamente. Quer dizer o seguinte: nossa avaliação é técnica, não é política. Eu não estou recebendo nenhuma pressão política — garantiu.

 

 

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