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MDB vira obstáculo para Paes ampliar coligação eleitoral no Rio

Apesar de ter o maior tempo de TV e alta capilaridade no estado, o apoio do MDB nas eleições deste ano virou um tabu no Rio de Janeiro. A perspectiva dos emedebistas fecharem aliança com o ex-prefeito da capital e ex-correligionário Eduardo Paes (DEM), pré-candidato a governador, está afastando outros partidos. O PDT e o PV resistem em fazer parte da mesma coligação que o MDB, depois que a sigla teve suas principais lideranças no estado presas, como o ex-governador Sérgio Cabral e o presidente afastado da Assembleia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani.

Na última sexta-feira, Paes conversou com o presidente do PDT, Carlos Lupi. O pré-candidato do partido à Presidência, Ciro Gomes, tem dificuldade de subir em um palanque junto com o MDB, o qual já chamou de “quadrilha”. Já o PV, partido que abrigou Paes no passado, nunca o apoiou nas eleições para prefeito durante sua passagem pelo MDB — por isso a dificuldade atual em aceitar a aliança.

Em meio às negociações para tentar ampliar as alianças partidárias, Paes ficou irritado, segundo aliados,com a declaração do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), anteontem, de que “não tem como o MDB não apoiar o Eduardo”. Como quer o apoio do MDB, mas sem alarde, o ex-prefeito preferia que Pezão não se manifestasse publicamente sobre esse assunto.

Depois de dez anos, Paes trocou o MDB pelo DEM em abril, na tentativa de se descolar do desgaste do partido no estado. Na mesma entrevista, anteontem, Pezão afirmou que não vai participar da campanha do ex-prefeito, porque o seu governo, impopular, “não elege ninguém”. A crise do governo Pezão culminou com o atraso no pagamento de salários e com a intervenção federal na segurança pública do estado.

As declarações de Pezão foram dadas após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre as eleições deste ano. Além da implosão no Rio, o MDB ainda carrega o desgaste do governo Michel Temer, o mais impopular desde a redemocratização.

Mesmo assim, de olho na estrutura do MDB nas eleições, Paes procurou deixar o partido de forma amigável e tem negociado uma aliança. Para valorizar o passe, os emedebistas ensaiaram lançar candidato a governador, mas acabaram suspendendo as prévias para escolher um nome, que estavam marcadas para o último dia 30.

Paes já costurou os apoios do PP, PTB, Solidariedade, Avante e Democracia Cristã, de José Maria Eymael, veterano na disputa pela Presidência. O ex-prefeito ainda negocia com o PR.

Outro apoio que está em aberto é o do PSDB. O diretório regional da legenda tem preferência pelo pré-candidato do PSD, Indio da Costa, mas a aliança dependerá das negociações no cenário nacional.

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