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Maia recua e se compromete com Toffoli a não reduzir salário de servidores

Depois de anunciar e defender a redução salarial de servidores públicos de todos os Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), por meio de uma proposta no Congresso, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), parece ter recuado. Em conversa ontem à noite com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, firmou com o magistrado o compromisso de não levar a medida adiante. 

Toffoli deu esse comunicado a membros da Frentas, a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público. E ainda na terça-feira à noite a frente enviou nota, assinada por seu coordenador, o promotor de Justiça Manoel Murrieta, a seus integrantes. 

Maia declarou ao longo do dia que parlamentares estavam articulam uma projeto que reduz vencimentos de deputados, senadores, servidores e integrantes dos Poderes (como magistrados, promotores e procuradores de Justiça) como uma das medidas de enfrentamento à pandemia. Com isso, se economizaria verba pública para o investimento na saúde.

A redução valeria temporariamente, somente durante o estado de calamidade decretado em virtude da Covid-19. Ficariam de fora os profissionais da linha de frente, como servidores da área de saúde, além daqueles que exercem cargos na Segurança Pública.

Toffoli conversou com o presidente da Câmara após a repercussão de suas falas. Algumas categorias do funcionalismo vêm ressaltando que o próprio Supremo já declarou ser inconstitucional a redução salarial.

No entanto, muitos governistas e parlamentares ainda defendem essa medida como alternativa à flexibilização do orçamento em períodos de crise.

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