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Líder empresarial do Cadeg diz o que espera dos governos

Um dos pontos mais tradicionais do Rio, o Cadeg (Mercado Municipal do Rio de Janeiro) está sofrendo como outros estabelecimentos durante a pandemia. Em sua vice-presidência está Armed Nemr Sarieddine, há 35 anos no ramo da gastronomia, uma das vozes mais respeitadas na busca de saídas concretas para o setor.
Para Armed, o poder público deveria ter feito ações para evitar colapso econômico e fechamento de empresas. "Seja no aporte de crédito para capital de giro; seja em compras governamentais dos negócios locais para a alimentação dos servidores públicos, merenda escolar, distribuição de alimentos entre as famílias carentes. Os governos precisam ser criativos e proativos", disse.
O empresário acredita que falta diálogo entre os governos federal, estadual e municipal trouxe consequências perversas para a economia. "O governo municipal tem a obrigação de dar condições aos empreendedores de nossa cidade a manter suas atividades para gerar e manter empregos, atuar para desenvolvimento de cada bairro, por meio de projetos existentes como foi o dos Polos do Rio, permitindo aos empresários representação nos processos decisórios, particularmente em temas que são diretamente afetados, assim como seus bairros e entornos. O governo do estado deveria estar trabalhando para desoneração dos custos tributários que recaem sobre a cadeia produtiva, acabando com a bitributação ou a múltipla tributação em cadeia, reduzindo o ICMS das empresas de nosso estado e protegendo essa cadeia, em relação aos custos nas tarifas de energia, água e outras concessionárias. Além de atuar como garantidor das operações de crédito junto aos bancos, principalmente para micro e pequenas empresas. O governo federal, certamente o nosso maior sócio, quando trabalhamos vários meses no ano, apenas para pagar tributos, deveria estar cumprindo com suas promessas em aportar valores na economia, principalmente para pequenas e micro empresas, em vez de demonstrar, com certo cinismo, seu interesse em salvar apenas as grandes, enquanto a sentença de falência dos pequenos está sendo decretada".

O DIA – COLUNA INFORME DO DIA

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