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Justiça aceita mais duas denúncias, e Cabral vira réu pela 14ª vez

O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) virou réu pela 14ª vez. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou na noite desta terça-feira mais duas denúncias do Ministério Público Federal (MPF) contra Cabral. Em um dos processos, o único a que respondia em Curitiba, o peemedebista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos e 2 meses de prisão.

denúncias são frutos da Operação "Ponto Final", deflagrada em 5 de julho e que levou para a prisão pessoas ligadas às empresas de ônibus. Os denunciados responderão a crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e participação em organização criminosa.

Na operação Ponto Final, Cabral é acusado pela força-tarefa da Lava-Jato no Rio de receber R$ 144,7 milhões do esquema da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) entre julho de 2010 e outubro de 2016, um mês antes de ser preso. A defesa de Cabral disse que vai se manifestar após ter acesso às novas denúncias.

- Essa propina era mensal, às vezes até quinzenal, independente de época de eleição - afirmou o procurador regional da República José Augusto Vagos, afirmando que a mesada variava entre R$ 400 mil e R$ 1 milhão.

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que o ex-governador recebia prêmios a cada vez que as passagens eram reajustadas. O ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Detro) Rogério Onofre, que foi preso na operação, é acusado de receber R$ 43,4 milhões de julho de 2010 a fevereiro de 2016. A defesa de Onofre afirmou que ainda não teve acesso à denúncia e que por isso não vai se pronunciar. Em entrevista coletiva, o procurador regional da República Leonardo Freitas disse ser difícil imaginar o final das investigações, tendo em vista a extensão do esquema.

A força-tarefa da Lava-Jato no Rio diz que há provas de que 26 empresas de ônibus fizeram repasses a agentes públicos e políticos de mais de R$ 250 milhões entre janeiro de 2013 e fevereiro de 2016.

O MPF diz que, com os repasses, os empresários denunciados garantiam a hegemonia no setor de transportes, benefícios na política tarifária e de gestão desse serviço público.

Ainda segundo os procuradores, uma estratégia dos denunciados foi movimentar o dinheiro fora do sistema bancário, recolhendo os recursos nas garagens das empresas de ônibus e guardando-os em empresas de transporte de valores.

 

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