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Governador prestes a fazer acordo com PT na Alerj

Apesar das divergências partidárias, o governador Wilson Witzel (PSC) e o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), estão cada vez mais próximos. O “namoro” já é público. O petista já foi elogiado pelo ex-juiz em diferentes eventos. Durante o discurso, na quarta-feira, no Palácio Guanabara, Witzel agradeceu a Ceciliano por ter conduzido na Alerj a votação que prorrogou o Estado de Calamidade até 2019. Sentado na primeira fileira de convidados, o petista retribuiu a menção com um sorriso e um aceno de cabeça. Tanto na cerimônia de diplomação, no dia 18, quanto na posse e na transmissão de cargo, Witzel fez um apelo à Alerj para que apoie suas agendas.

Ceciliano disse ao GLOBO não ver problema em dar sustentação ao governo Witzel, caso continue presidindo a Alerj na próxima legislatura. A engenharia política seria delicada já que o Partido Social Cristão (PSC) tem uma linha notoriamente conservadora.

— Quando passei a presidir a Alerj interinamente (com a saída de Jorge Picciani, que está preso), ajudei a dar governabilidade ao Pezão. E adotei essa postura mesmo com o PT fazendo oposição ao governo, o que me rendeu uma suspensão de oito meses do partido — afirmou Ceciliano.

Indagado sobre a defesa de Witzel ao abate de bandidos com fuzil, que vai no caminho oposto à política de segurança do PT, Ceciliano disse que tudo tem limite, mas lembrou que Witzel está legitimado pelas urnas:

— O chefe do Poder Executivo foi eleito com uma agenda própria e está legitimado pelas urnas. É claro que tudo tem limite. Com relação à questão do abate, essa é uma pauta que está afeita ao Congresso Nacional, não à Alerj. Não tenho dúvida de que a Alerj dará apoio ao Witzel. Há uma excelente boa vontade dos deputados, independente de serem situação ou oposição.

Procurado, o presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, afirmou que o partido não vai retaliar Ceciliano por ajudar Witzel nas pautas:

— Ele é presidente da Alerj, não do PT.

Publicamente, o governador Wilson Witzel já tem dito que não vai interferir na disputa pela presidência da Alerj. A aparente neutralidade é vista como um favorecimento a Ceciliano. Principalmente porque importantes aliados do governador, como o senador Flávio Bolsonaro (PSL), que era deputado estadual, fazem pressão para que Witzel se posicione contra o petista.

Principais adversários de Ceciliano na disputa pela presidência da Alerj, Márcio Pacheco (PSC) — que tinha o apoio natural de Witzel por ser do mesmo partido — e Tia Ju (PRB) reconhecem que será difícil tirar o petista do páreo. Tia Ju afirmou esta semana que aceita abrir mão da candidatura própria para compor com Ceciliano, desde que ela ocupe o posto de 2ª vice-presidente da Casa. Já Pacheco perdeu força após reunião que teve a presença de Anderson Moraes (PSL) e Chico Bulhões (Novo). Nela Pacheco não obteve apoio de Moraes à sua candidatura. Sem a adesão integral do PSL, Pacheco praticamente jogou a toalha.

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